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Seminário vai abordar o papel do biodiesel e bioquerosene na recuperação econômica e no desenvolvimento sustentável

A contribuição brasileira para conter as mudanças climáticas passou a ser um compromisso no dia 21 de setembro de 2016, quando o governo brasileiro entregou à Organização das Nações Unidas o instrumento de ratificação do Acordo de Paris sobre a mudança do clima. O objetivo é frear o aquecimento global e fortalecer a capacidade dos países de lidar com as consequências das mudanças climáticas.

Pensando nisso, a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemora seus 10 anos de trajetória com o seminário “Biodiesel e Bioquerosene: Sustentabilidade econômica e ambiental”. O evento acontecerá no dia 24 de maio de 2017, em Brasília-DF, e a programação inclui três painéis de discussão e lançamento da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação.

Além do setor produtivo, o evento também contará com a participação do setor consumidor e distribuidor, governo e sociedade. Estarão presentes nos paineis representantes dos ministérios de Minas e Energia (MME), Meio Ambiente (MMA), Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Relações Exteriores (MRE), Embrapa Agroenergia, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natuaral e Biocombustíveis (ANP), Secretaria de Aviação Civil (SAC) e BR Distribuidora, entre outros.

Com a ratificação do acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a reduzir 37% das emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE, até 2025, e 43%, até 2030. Uma das metas estipuladas, para alcançar esse objetivo, é aumentar a participação da bioenergia sustentável, o que representa o aumento do teor de biodiesel no diesel mineral. Por isso, durante a fase de consulta pública do programa RenovaBio, tema do terceiro painel, a Ubrabio propôs a garantia da previsibilidade para que a mistura obrigatória alcance, no mínimo, B20 (20% de biodiesel), em 2030.

Produzido a partir de óleos vegetais e resíduos como o sebo bovino e o óleo de fritura usado, o biodiesel está presente na vida dos brasileiros desde 2005, quando o país começou a usar 2% de biodiesel no óleo diesel (B2), em misturas facultativas. A disponibilidade de matérias-primas e capacidade de produção do setor – que hoje sofre com ociosidade da ordem de 50% –, o Brasil tem plena capacidade de avançar da atual mistura obrigatória B8 para chegar a B20 em 2030.

“Para isso, é importante que o poder público e a sociedade discutam o papel do biodiesel e bioquerosene na recuperação econômica e no desenvolvimento sustentável e que medidas são necessárias para promover a competitividade de toda a cadeia produtiva”, comenta o presidente do Conselho Superior da Ubrabio, Juan Diego Ferrés.

Tendo o B20 como mistura mínima obrigatória em 2030, serão emitidas 34 milhões de toneladas de CO2 a menos, o que equivale a 250 milhões de árvores plantadas por ano. De 2005 a 2016, o Brasil consumiu 25 bilhões de litros de biodiesel, o que representa 47 milhões de toneladas de CO2 evitadas. Além disso, este combustível renovável reduz a emissão dos principais causadores da poluição atmosférica, contribuindo para melhorar a qualidade do ar que a população respira.

Realizado pela Ubrabio, com apoio do MME, do MCTIC e da Embrapa Agroenergia, o seminário “Biodiesel e Bioquerosene: Sustentabilidade econômica e ambiental” acontece no dia 24 de maio, das 9h às 17h, no auditório do MME, em Brasília. As inscrições são limitas e gratuitas. A pré-inscrição pode ser feita no link e está sujeita a confirmação.

 

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

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Ociosidade foi a maior em 13 anos, segundo a CNI. Setores seguram a produção e fábricas fecham; retomada dos investimentos deverá focar em produtividade.

A indústria brasileira produziu muito abaixo de sua capacidade em 2016. O cenário foi de fábricas paradas, instalações às moscas e empresas tentando esvaziar seus galpões com estoques acumulados.

Este foi um dos setores que mais sofreram com a crise e puxou a economia do país para baixo. A atividade industrial recuou 3,8% em 2016, acima da queda do PIB, de 3,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo IBGE.

Em meio ao apetite menor por produtos industriais, o uso médio do parque fabril – conhecido como Utilização da Capacidade Instalada, ou UCI – caiu quase 2 pontos percentuais no ano passado, para 76%, sem levar em conta os efeitos sazonais.

Foi o menor nível em 13 anos, quando a série começou a ser medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na prática, 24% das máquinas, instalações e equipamentos industriais foram desativados no ano passado.Foi o menor nível em 13 anos, quando a série começou a ser medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na prática, 24% das máquinas, instalações e equipamentos industriais foram desativados no ano passado.

“Até o ano passado, o Brasil vinha num projeto de crescimento que não se concretizou. As empresas investiram na expansão de fábricas, mas as vendas não cresceram e isso levou à ociosidade da planta”, avalia o presidente da Guto Ferreira, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi).

Um dos exemplos mais emblemáticos de capacidade ociosa na indústria é a fábrica da Honda em Itirapina, no interior de São Paulo. A montadora investiu R$ 1 bilhão no projeto, mas desistiu de sua inauguração devido à crise econômica. A fábrica está pronta há mais de um ano e a montadora diz que só vai iniciar a produção quando o mercado se reaquecer.

Segmentos mais impactados

A indústria automobilística e setores diretamente ligados à ela, como a indústria da borracha e do plástico, estão no topo da lista de ociosidade da CNI (veja abaixo).

ão caiu 5,83% em 2016. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb), Reynaldo Megna, o setor foi impactado pela retração na indústria automotiva e pelo aumento do custo de matéria-prima.

Segundo ele, a alta das alíquotas de importação da borracha agravou a situação. O percentual na borracha natural, principal insumo do setor, subiu de 4% para 14% em outubro de 2016.

A indústria da borracha, líder no ranking, estima que o valor bruto da produç“Para um setor com margens de lucro apertadas, assolado por uma forte concorrência internacional, são custos que oneram de forma drástica as finanças”, diz o diretor da Abiarb.

Segundo ele, as fornecedoras da indústria automotiva foram as mais afetadas. Megna aponta o caso da empresa Labortex, na cidade de Santo André, no ABC Paulista. ”Era uma referência na produção de componentes automotivos e encerrou suas atividades em 2016, ano em que completava 65 anos”, relata.

As médias e grandes empresas são as que mais sofrem pela produção em queda, aponta Ferreira, da Abdi. “As médias costumam fornecer para as grandes, que por sua vez fizeram enormes investimentos acreditando que o consumo ia crescer”, diz.

12 fábricas de biodiesel paradas

Um exemplo de sonho que não se concretizou é o setor de biocombustíveis, que tem metade das fábricas paradas no Brasil. Segundo a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), 12 plantas foram desligadas, enquanto 34 comercializaram biodiesel em 2016. Nos últimos três anos, a demanda encolheu 20%.

“As unidades mais afetadas pela ociosidade são as com custo maior e mais distantes do mercado de diesel”, diz o presidente da Aprobio e da empresa Bs Bios, Erasmo Carlos Battistella.

A demora na aprovação da regra que eleva a mistura do biodesel no diesel também ajudou a aumentar a ociosidade do setor, afirma Battistella. Hoje, a lei prevê uma alta gradual na mistura do biodiesel, passando de 7% para 8% em março de 2017, até chegar a 10% em 2019. Mas para Battistella, essa velocidade não será suficiente para recuperar o ritmo de produção perdido.

Battistella estima que quando a demanda voltar, o setor estará pronto para reativar as fábricas fechadas e recontratar, sem precisar investir em capacidade. “Nossa grande aposta é uma recuperação no segundo semestre deste ano, mas a expectativa é repetir o volume de vendas do ano passado”, estima.

Uma aposta no futuro

Em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, a fábrica de pasta celulósica Fibraresist deverá começara a produzir em maio com 25% da capacidade instalada. Os empresários confiam no aquecimento da economia para encher a fábrica no futuro. “No médio prazo, pretendemos alcançar o limite de nossa capacidade produtiva”, diz o representante da empresa, Mário Welber.

A maior parte dos 60 mil metros quadrados do parque fabril é ocupada por centenas de toneladas de palha de cana-de-açúcar, que serão transformadas no produto final. Em uma área bem menor ficam as instalações da fabricante, hoje com 62 funcionários.

A ociosidade maior no setor de papel e celulose, também afetado pela crise, é vista por Welber como oportunidade. “Não podemos baixar a cabeça diante dos desafios, apesar de o país estar vivendo um momento de muita dificuldade econômica."

Tempo de esvaziar estoques

Com as fábricas paradas boa parte do ano, os empresários focaram em reduzir seus estoques. A disciplina foi tão grande que o nível dos estoques planejados ficou abaixo do esperado em 2016, segundo a CNI, atingindo o menor patamar desde abril de 2010. Para alguns economistas, os estoques em baixa sugerem a necessidade de um aumento na produção para repor o que saiu, o que poderia puxar a atividade industrial.

Contudo, para o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, o equilíbrio no acúmulo dos estoques não é condição suficiente para justificar o crescimento da produção.

A aceleração de projetos de concessão em infraestrutura e parcerias público-privadas (PPP) teriam efeitos maiores em uma eventual retomada da indústria. “Outro fator é o ritmo mais acelerado da queda dos juros, mas, sozinho, também não resolve a gravidade da crise", diz o economista.

Ferreira, da Abdi, vê duas saídas para a indústria enquanto a retomada não acontece: manter a capacidade da planta visando um crescimento este ano, ou reorganizar a capacidade para um processo mais enxuto.

Para o economista do Iedi, Rafael Cagnin, uma certa “fadiga” da própria crise deve levar as empresas a retomarem alguns investimentos pontuais em modernização que haviam sido adiados e que são necessários para controlar os custos de produção. “Chega uma hora em que é preciso desengavetar alguns projetos para garantir a competitividade”, diz Cagnin. Segundo ele, contudo, esses investimentos devem ser menores e não necessariamente ampliam a capacidade da indústria.

Foi o que fez a fabricante de etiquetas e adesivos Mack Collor, na zona leste de São Paulo, que apostou na compra de novos maquinários e tecnologias no auge da recessão. “Não paramos de investir”, diz o presidente da empresa, Marcos Rossi.

Segundo Rossi, as novas tecnologias permitiram à empresa reduzir custos e trabalhar com menos funcionários, o que teve um efeito positivo nos preços dos produtos e na demanda, mesmo com a economia em retração. “Se não fizermos investimentos, a gente não sai da crise.”

 

Fonte: http://g1.globo.com/

 

 

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Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo SENAI, mostra profissões e setores em alta nos próximos anos. Será necessário formar 1,8 milhão de técnicos e 3,3 milhões com média qualificação

O Brasil terá de qualificar 13 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico e de qualificação entre 2017 e 2020.  As áreas que mais vão demandar formação profissional serão Construção (3,8 milhões), Meio Ambiente e Produção (2,4 milhões), Metalmecânica (1,7 milhão), Alimentos (1,2 milhão), Vestuário e Calçados (974.592), Tecnologias da Informação e Comunicação (611.241), Energia (661.619), Veículos (435.742), Petroquímica e Química (327.629), Madeira e Móveis (258.570), entre outros. Esses profissionais poderão trabalhar em vários setores, além da indústria.

Os dados fazem parte do Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 (faça o download da apresentação do estudo ao fim da reportagem), elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para subsidiar o planejamento da oferta de formação profissional da instituição. A pesquisa inédita também pode apoiar os jovens brasileiros na escolha da profissão e, com isso, aumentar suas chances de ingresso no mercado de trabalho.

A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado.  “O profissional qualificado tem mais chances de manter o emprego e também pode conseguir uma nova vaga mais facilmente quando a economia voltar a crescer e as empresas retomarem as contratações”, afirma o diretor-geral do SENAI e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi. 

Formação de Técnicos
Cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. Ao término, o estudante recebe um diploma. Segundo o estudo, seis áreas se destacam na demanda por formação de técnicos: meio ambiente e produção; Metalmecânica; Energia; Tecnologias de Informação e Comunicação; Construção; e Petroquímica e Química.

De acordo com especialistas responsáveis pela elaboração do Mapa, a área de Meio Ambiente e Produção destaca-se, entre outros fatores, porque as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação. Além disso, ganhos de produtividade podem ser obtidos por meio da melhoria na gestão do processo produtivo, medida importante em cenário de lenta recuperação econômica.

Algumas profissões “curinga” também permitem ao profissional exercer funções tanto na indústria quanto em outros setores econômicos. O estudo mostra as dez ocupações transversais que mais exigirão formação entre 2017-2020. No topo da lista está o programador de produção, ocupação tipicamente industrial responsável pelo planejamento de processos produtivos, que pode trabalhar também no comércio e no setor de serviços.  Trata-se de um profissional com visão sistêmica do fluxo produtivo e capacidade de gerenciamento, características cada vez mais exigidas pelo mercado de trabalho. 

Qualificação profissional
Já os cursos de qualificação são indicados a jovens ou profissionais, com escolaridade variável de acordo com o exercício da ocupação, e que buscam desenvolver novas competências e capacidades profissionais. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão. As áreas com maior demanda por profissionais com qualificação de mais de 200 horas, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 serão: Alimentos, Metalmecânica, Vestuário e Calçados, Construção, Veículos e Energia.

De acordo com especialistas do SENAI, a exportação de commodities agrícolas (carnes, açúcar, derivados da soja) deve manter empregos no setor de alimentos entre 2017 e 2020, o que ajudaria a explicar a forte necessidade por formação de profissionais nesse setor. O Metalmecânico, por sua vez, é um setor de base da indústria que tende a crescer à medida que os setores de bens de consumo duráveis voltarem a ter uma demanda mais forte. Existem também profissões “curinga” que exigem média qualificação.  Segundo o Mapa, entre as dez ocupações mais em alta nos próximos anos, estão mecânicos de manutenção de veículos e operadores de processamento de alimentos.  

Onde estão as vagas?
A maior necessidade por profissionais capacitados em ocupações industriais se concentra no Sudeste e no Sul, alinhada com a participação das regiões no Produto Interno Bruto (PIB), seguidas pelo Nordeste, Centro-Oeste e Norte, nesta ordem.

Metodologia
Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores; projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional industrial (formação inicial e continuada). As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do SENAI. 

Na opinião de Lucchesi, conhecer as necessidades do mercado é fundamental para o planejamento da oferta de formação profissional.  “O SENAI é referência em educação profissional porque está alinhado com as necessidades da indústria e mantém seus cursos atualizados com o que existe de mais avançado em termos de tecnologia”, explica. O SENAI oferece, a cada ano, 3,5 milhões de vagas. A maioria é em cursos de aprendizagem industrial, aperfeiçoamento profissional, qualificação profissional e cursos técnicos de nível médio. Desde 1942, já formou mais de 68 milhões de brasileiros.

Olimpíada do Conhecimento
Os melhores alunos de cursos de educação profissional do Brasil participam este ano da Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de profissões técnicas das Américas, entre 10 e 13 de novembro, em Brasília.  O torneio reunirá 1.200 estudantes de cursos técnicos e de formação profissional do SENAI e dos Institutos Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (IF); alunos dos ensinos fundamental e médio do Serviço Social da Indústria (SESI) e de escolas públicas do Distrito Federal.

Durante os quatro dias de torneio, os estudantes serão provocados a apresentar soluções e produtos para empresas e para a comunidade, além de participar de provas individuais que exigem precisão e raciocínio rápido. Os desafios ocorrerão numa estrutura de mais de 50 mil metros quadrados montada ao redor do Ginásio Nilson Nelson. A expectativa é que 100 mil visitantes passem pelo local durante a competição. Para saber mais sobre a Olimpíada do Conhecimento, acesse o site oficial do evento.

 

Fonte: http://www.portaldaindustria.com.br/

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A Petrobras voltou ao pódio das empresas de capital aberto mais valiosas do país. Na última sexta-feira (07), a estatal registrou 211,64 bilhões de reais em valor de mercado, o que a fez alcançar o 2° lugar da lista. O primeiro continua com a fabricante de bebidas Ambev, cujo valor de mercado já ultrapassa os 300 bilhões de reais. 

A última vez em que a petroquímica alcançou uma posição tão alta no mesmo ranking foi em junho de 2015 (quando também esteve no 2° posto). O primeiro lugar do pódio esteve, pela última vez, nas mãos da companhia em outubro de 2014, quando ela chegou a valer quase 255 bilhões de reais. Os números fazem parte de um levantamento produzido pela consultoria Economatica. 

Retomada
Com a crise econômica e uma enxurrada de denúncias de corrupção, a petroquímica viu seus papéis derreterem no final de 2014 (veja no gráfico abaixo a oscilação das ações). O mau humor dos investidores só deu uma trégua neste ano, após as expectativas em relação ao futuro político do país começarem a melhorar.

O mercado segue otimista com a gestão de Pedro Parente, que assumiu a presidência da Petrobras em maio, e o anúncio recente de um plano de desinvestimentos. No ano, as ações ordinárias da empresa registram ganhos de quase 103%. Já as preferenciais acumulam alta de quase 135%.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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Salto de 41% nas importações de bens intermediários sugere que há uma recuperação não apenas nos investimentos, mas também na produção industrial

O recente aumento nas importações no País parece esconder uma boa notícia sobre a atividade econômica. Os dados desagregados da balança comercial sugerem que há uma recuperação não apenas nos investimentos, mas também na produção industrial. As informações constam de um novo índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Indicador Mensal da Balança Comercial trará informações sobre a variação dos índices de preços das exportações e importações brasileiras, e também a variação de volume das exportações e importações. O levantamento mostra que o volume importado de bens de capital em agosto aumentou 16% em relação ao mesmo período de 2015. Ao mesmo tempo, houve um salto de 41% nas importações de bens intermediários, que estão ligados à retomada da produção industrial. "Os resultados indicam uma melhora futura, porque os bens intermediários estão muito ligados à indústria. Se você começa a importar de forma consistente, pode significar uma retomada da produção industrial", lembrou Lia Valls, coordenadora de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

O bom desempenho também foi influenciado pelo impacto positivo da valorização do real ante o dólar e da queda nos preços de itens importados.
Mas a pesquisadora pondera que, no acumulado de janeiro a agosto, o volume de importação de bens intermediários ainda registra queda de 10,2%, embora o de bens de capital avance 11,7%.

As exportações brasileiras de bens de capital também cresceram no período, acumulando um avanço de 29,5% em 2016. As demais categorias em uso também exportaram mais de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado, um bom sinal sobre a atividade da indústria de transformação: bens de consumo duráveis (35,2%); bens de consumo não duráveis (6,8%); bens de consumo semiduráveis (15,8%); e bens intermediários (10,2%).

Em agosto, o volume de exportações de não commodities saltou 37% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o das commodities aumentou 2,4%. Segundo a FGV, as exportações brasileiras foram impulsionadas por acordos comerciais para vendas de automóveis, além de aviões e plataformas de petróleo. "Está começando a reagir, mas pode arrefecer. Esse aumento de agosto pode ter sido pontual, porque quando você exporta uma plataforma de petróleo isso pesa muito, avião também", disse Lia.

No mês de agosto, o saldo da balança comercial foi de US$ 4,2 bilhões, com crescimento de 10% nas exportações e alta de 0,4% nas importações em relação ao mesmo mês de 2015. O Indicador Mensal da Balança Comercial integra o conjunto de informações usadas para o cálculo do Monitor do PIB da FGV e agora passará a ser divulgado individualmente.

 

Fonte: http://www.dcomercio.com.br/

 

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Embora haja sinais de que a crise no setor está diminuindo, as expectativas dos empresários continuam pessimistas. A intenção de investimentos é uma das mais baixas desde 2013

O nível de utilização da capacidade de operação da indústria da construção caiu para 56% em agosto e está 10 pontos percentuais inferior à média do mesmo mês dos anos anteriores.  Isso significa que 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal estão parados. Desde maio de 2012, o nível de atividade no setor está abaixo do usual. Em agosto, o índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual ficou em 27,7 pontos, muito abaixo da linha divisória dos 50 pontos, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 23 de setembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os valores da pesquisa variam de zero a cem.  Quando estão abaixo de 50 pontos são negativos.

Mas há sinais de que a crise do setor está diminuindo. “A queda do nível de atividade e do número de empregados tem sido menor que a observada durante todo o ano de 2015”, diz a pesquisa. Embora os indicadores continuem abaixo dos 50 pontos, o ritmo de retração da atividade e do emprego diminuiu. De acordo com a economista da CNI Flávia Ferraz isso é resultado da desaceleração da inflação, da expectativa de queda dos juros e da melhora das perspectivas econômicas em geral. “O cenário está um pouco mais positivo”, afirma Flávia.

Em agosto, o índice de evolução do nível de atividade da construção foi de 41,8 pontos e o de emprego ficou estável, em 39,6 pontos.   Os indicadores variam de zero a cem pontos. Abaixo de 50 pontos mostram queda da atividade e do emprego.

Expectativas e Investimentos
A pesquisa mostra ainda que os empresários do setor continuam pessimistas. Todos os indicadores de expectativa em setembro estão abaixo dos 50 pontos. Isso mostra que as perspectivas são de queda do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, de compra de insumos e matérias-primas e de número de empregados nos próximos seis meses.

O indicador de intenção de investimento ficou em 26,9 pontos em setembro praticamente estável em relação a agosto, um dos menores níveis da série que começou em novembro de 2013.  A CNI avalia que a baixa utilização da capacidade operacional, a fraca atividade e a difícil situação financeira das empresas desestimulam os investimentos da indústria da construção.

O levantamento foi realizado entre 1º e 14 de setembro com 595 empresas, das quais 188 são de pequeno porte, 264 são médias e 143 são de grande porte.

 

Fonte: http://jornaldaconstrucaocivil.com.br/

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Seminário promovido pela CNI, no dia 21, reunirá especialistas brasileiros e internacionais para discutir desafios para a modernização das relações do trabalho para melhorar a competitividade da economia do país

Ao longo dos últimos 73 anos, o Brasil evoluiu de uma sociedade predominantemente agrícola para uma das dez maiores economias do mundo. Apesar de ter consolidado uma economia moderna e diversificada, as leis que regem as relações do trabalho permanecem, praticamente, as mesmas da década de 1940. Para discutir os desafios e a necessidade de modernizar a legislação trabalhista do país, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove, na próxima quarta-feira (21), em São Paulo, o Fórum Estadão Brasil Competitivo: Modernização das Relações do Trabalho. O debate será realizado entre 8h30 e 12h30.

O evento abordará a modernização relações do trabalho a partir de uma perspectiva internacional, com foco nas experiências de Alemanha e França, e o caso brasileiro, que terá como debatedores o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, e do presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, farão a abertura do Fórum Estadão.

O alemão Daniel Samaan, economista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e o francês Nicolas Chenevoy, da Université Paris X – Nanterre, também participarão. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, estará no debate sobre a experiência brasileira, com mediação de Nelson Mannrich, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e presidente de honra da Academia Brasileira de Direito do Trabalho.

O debate será transmitido ao vivo e as inscrições estão abertas no site do Fórum Estadão.

Saiba mais:
Fórum Estadão Brasil Competitivo: Modernização das Relações do Trabalho
Data: Quarta-feira, 21 de setembro, das 8h30 às 12h30 
Local: Auditório Estadão – Av. Prof. Celestino Bourroul, 100 – Limão – São Paulo,SP

 

Fonte: http://www.portaldaindustria.com.br/

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Medo de inovar ainda é principal trava para industrialização do setor, dizem especialistas

O aguardado salto de produtividade na construção civil brasileira ainda depende da mudança de cultura, mas as perspectivas são animadoras. A avaliação é do diretor da Tishman Speyer do Brasil, Luiz Henrique Ceotto, que mediou debate sobre sistemas construtivos industrializados e seus impactos na produtividade, nesta quinta-feira (15), em São Paulo, durante seminário promovido pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE).

Segundo o executivo, a produtividade deve ser buscada obsessivamente por todos os elos cadeia da construção civil, mas falta coesão e uma liderança. "Não temos uma cadeia de valor no Brasil, temos uma cadeia de produção", provocou, ao enfatizar a falta de diálogo que ainda impera entre os diversos segmentos que integram o setor.
Ceotto, porém, reconheceu a importância dos cases apresentados pelos executivos presentes ao encontro. "Vocês estão montando um quadro muito importante aqui e entendo que servirão como referência para darmos esse salto. Ainda estamos longe, mas ver o trabalho de vocês é extremamente alentador".

Segundo ele, não há dúvida que a produtividade é o principal fator de desenvolvimento dos países e de disseminação da riqueza. "Só conseguiremos melhorar nossa riqueza e democratizá-la se houver produtividade", afirmou.

Ambiente propício
O medo do novo, na opinião do sócio e diretor de Tecnologia da Tecverde, José Márcio Fernandes, segue como principal freio para o avanço da industrialização no País. "O desafio é criar um ambiente que propicie a inovação e vejo que isso está começando a ocorrer", acrescentou.

Para o diretor em soluções de Engenharia da Medabil, Ronaldo Martinelli, uma mudança de cultura já está em curso. "As pessoas estão aprendendo a mensurar riscos, fazer contas financeiras", observou.

Para o diretor da Signo Engenharia, Ary Fonseca Júnior, essa mudança virá das próximas gerações, considerando a linha sucessória dentro das empresas. "Temos uma nova geração sendo preparada, mais flexível e aberta a inovação".

Como contraponto, o sócio e diretor de operações da Leonardi Construção, Carlos Alberto Gennari, observou que o problema está de fato na ausência de lideranças e não na idade dos empresários. "Vejo pessoas da nossa geração com vitalidade e disposição para essa mudança. Não temos tempo a perder, principalmente se considerarmos fatores como a janela demográfica que estamos deixando passar".

Infelizmente, disse Gennari, o Brasil tem penalizado com impostos as empresas que buscam industrializar sua produção. "Esse é outro aspecto que contribuiu para a nossa baixa produtividade", lamentou.

 

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/

 

 

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Potencial na redução do consumo fez Aneel lançar programa de incentivo para substituição de motores antigos pelos de alta performance

A substituição de motores elétricos antigos por motores de alta eficiência, com maior presença de cobre, pode ser uma alternativa de economia no consumo de energia elétrica e aumento da produtividade na indústria. Hoje, os motores representam a maior parte do consumo de energia da indústria – de acordo com Ministério de Minas e Energia (MME), o setor consome 43,7% de toda energia elétrica nacional e a força motriz em operação usa 68% dessa energia elétrica, sendo 30% consumida por motores elétricos –, muito em função da prática de recondicionamento, que torna os motores antigos menos eficientes.

“Os motores de alto rendimento, com maior condutividade elétrica, diminuem perdas de energia e ainda têm a vantagem de uma maior vida útil, se comparados aos motores convencionais”, afirma Glycon Garcia, engenheiro eletricista, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). Segundo Garcia, a venda de motores novos no Brasil equivale à quantidade de motores reformados. “A cada reforma, estima-se que a perda de eficiência energética seja de 3 % e é comum um motor ser recondicionado mais de uma vez, aumentando o custo operacional e o desperdício de energia elétrica.”

Além dos motores, sistemas elétricos, geradores, transformadores de distribuição e até eletrodomésticos, se mais eficientes, poderiam contribuir para a redução do consumo de energia elétrica a um custo 70 % menor que a do investimento em geração de energia. “As ações de eficiência energética adotadas pela Tigre, Oxford Porcelanas, BRF Brasil e Tupy, por exemplo, acompanhadas pelo Procobre, mostraram que no curto prazo, pela substituição de motores, as empresas conseguiram diminuir o peso da fatura de consumo, evitar multas por excedente de demanda, reduzir custos de manutenção e ainda aumentar a produtividade, com diminuição do número de horas dos turnos de trabalho.”

Segundo o engenheiro, a aquisição de equipamentos não pode ser uma escolha baseada apenas no menor preço, sendo necessário considerar também o custo total durante a vida útil do bem, em que pese seu consumo de energia e seu custo de manutenção.

Setor Elétrico
Em função da perda de calor dos equipamentos, estima-se que cerca de 10 % da energia gerada anualmente no Brasil seja desperdiçada. Isso poderia ser revertido com o uso de equipamentos mais eficientes e por meio de instalações elétricas dimensionadas. O entendimento desse potencial de economia de consumo fez com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ainda em novembro de 2015, lançasse o projeto “Incentivo à substituição de motores elétricos: promovendo a eficiência energética no segmento de força motriz”, para a troca de motores antigos por motores de alto rendimento.

Outra iniciativa da reguladora é o programa compulsório que prevê que as concessionárias distribuidoras de energia elétrica invistam pelo menos 0,5 % da Receita Operacional Líquida (ROL) em projetos de eficiência energética.
 
Sobre a Procobre - O Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) é uma instituição sem fins lucrativos que faz parte da International Copper Association (ICA), sediada em Nova York e líder mundial na promoção do cobre, metal que sempre se fez presente na evolução das civilizações. A Procobre tem como missão gerar demandas para os produtos de cobre, difundir informações sobre os atributos técnicos, científicos e as contribuições do cobre para a formação e preservação da vida, gerar pesquisas, desenvolver processos e produtos tecnológicos e criar novos usos para o metal. Seus dois maiores desafios são posicionar a indústria do cobre como um setor fundamental para responder aos desafios da sociedade e colocar o cobre como um material que atende às preocupações do desenvolvimento sustentável. Site: www.procobre.org

 

Fonte: http://www.brasilengenharia.com/

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Nota Econômica da CNI mostra que, com a falta de demanda, mais de um terço das máquinas e equipamentos do setor estão parados. Isso compromete a situação financeira das empresas

A ociosidade na indústria brasileira deve bater novo recorde neste ano. "Em 2016, a utilização da capacidade instalada permanece baixa, inferior à observada em 2015", diz a Nota Econômica divulgada nesta quinta-feira (28) , pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No ano passado, a utilização da capacidade instalada (UCI) foi de 66%, a mais baixa média anual registrada desde 2001, quando a CNI começou a pesquisar a UCI. Isso significa que 34%, ou mais de um terço, das máquinas, equipamentos e instalações da indústria ficaram parados. 

"A alta ociosidade traz prejuízos para todos. Além dos custos altos, máquinas e equipamentos parados desestimulam os investimentos e dificultam a retomada do crescimento da economia e a criação de empregos", afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Por isso, ele destaca que é preciso fazer os ajustes necessários à recuperação da confiança dos empresários e dos consumidores, como o controle dos gastos públicos, a reforma da Previdência e a modernização da infraestrutura. 

E a situação está ainda pior neste ano. Em junho, a utilização média da capacidade instalada ficou em 64%, um ponto percentual abaixo do registrado no mesmo mês de 2015. Nos meses de janeiro e fevereiro, atingiu 62%, o nível mais baixo dos últimos 15 anos, indicando que 38% do parque industrial ficou parado nos dois primeiros meses de 2016. 

"A elevada ociosidade foi determinada pela queda da demanda, que teve início ainda no fim de 2013", avalia a CNI. O ajuste da produção à demanda começou nas indústrias que produzem bens de maior valor e bens de capital, como automóveis e caminhões. No setor de veículos automotores, a utilização da capacidade instalada no ano passado foi 15 pontos percentuais inferior à média registrada entre 2011 e 2014.

Logo depois da Copa do Mundo de 2014, a crise se espalhou por setores que fornecem insumos para a indústria de transformação, como metalurgia e borracha. Por exemplo, em 2015, a utilização da capacidade instalada no setor de metalurgia e produtos de metal ficou 10 pontos percentuais abaixo da média de 2011-2014. 

Em 2015 e 2016, a ociosidade aumentou em setores de produtos de consumo não duráveis, como alimentos, vestuário e material de limpeza. Em setores como vestuários e couros e artefatos, a utilização média da capacidade instalada caiu 7 pontos percentuais em 2015 na comparação com ma média de 2011-2014, diz o estudo da CNI.

Prejuízo para as empresas
A alta ociosidade do parque industrial prejudica as condições financeiras das empresas, porque a manutenção de máquinas e equipamentos, mesmo parados, tem custos fixos, que independem do número de bens produzidos. 

"Quando se produz pouco - muito abaixo da capacidade, como em 2015, o custo fixo de produção é dividido por um menor número de unidades produzidas. Quando o custo por unidade produzida aumenta muito, sua produção pode se tornar inviável e forçar a empresa a fechar", alerta a CNI. 

O estudo informa ainda que, inicialmente, a baixa demanda provocou o acúmulo de estoques indesejados. "Os estoques ficaram acima do planejado na maior parte de 2015 e foram ajustados ao nível planejado apenas no fim do ano, depois de sucessivas reduções da produção", diz a Nota Econômica, com base nos dados da Sondagem Industrial. 

A manutenção de estoques acima do planejado, observa a CNI, também compromete a saúde financeira das empresas e aumenta a necessidade de capital de giro. "Isso porque as empresas gastam com trabalho, insumos e matérias-primas no momento da produção e demoram mais tempo para obter o retorno financeiro com a venda dos produtos", explica o estudo.

 

Fonte: http://www.portaldaindustria.com.br/

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