Mútua - Displaying items by tag: agua

Se utilizadas com critério, as águas subterrâneas podem ser um importante recurso complementar para o enfrentamento da crise hídrica.

No entanto, a perfuração indiscriminada de poços e o consumo excessivo estão levando os aquíferos da Região Metropolitana de Recife ao limite de uma salinização irreversível.

Ao mesmo tempo, os aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo – que poderiam, com baixo investimento e em prazo relativamente curto, proporcionar um aporte adicional de 1 metro cúbico de água boa por segundo – encontram-se subutilizados.

O duplo alerta foi feito pelo pesquisador Ricardo Hirata, do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas-USP) do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo.

O estudo sobre a situação de Recife foi coordenado por Hirata em Projeto Temático apoiado pela Fapesp: “Projeto Coqueiral: desafios associados à qualidade da água em Recife: como enfrentar a contaminação e a salinização das águas subterrâneas sob a perspectiva de mudança ambiental global e seu contexto social”.

Já o estudo sobre a situação de São Paulo foi publicado por ele e colaboradores na Revista DAE, mantida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo): “Água subterrânea para abastecimento público na Região Metropolitana de São Paulo: é possível utilizá-la em larga escala?”.

Aquíferos de Recife: consumo e salinização
“Na contabilidade oficial, a água subterrânea atende a 13% do abastecimento público da Região Metropolitana de Recife. Mas, quando consideramos os 14 mil poços existentes na região, que cobrem as falhas no fornecimento público, descobrimos que esse número está subestimado. A água subterrânea atende de fato a 28% do consumo”, disse Hirata à Agência Fapesp.

“Milhares de poços foram perfurados sem respeito aos critérios técnicos e sem controle por parte administração pública. Não me refiro apenas poços de pouca profundidade nos bairros pobres, mas também a poços tubulares de mais de 100 metros, os chamados ‘artesianos’, em condomínios ricos como os dos bairros de Boa Viagem e Pina. Em consequência disso, os aquíferos encontram-se agora seriamente ameaçados, com intrusão de água do mar e início de salinização. Se persistir o ritmo atual de bombeamento, os aquíferos poderão estar irremediavelmente perdidos por volta de 2035”, prosseguiu o pesquisador.

Segundo dados levantados pelo Projeto Coqueiral, 70% dos poços de Recife são ilegais.

E a zona sul da região metropolitana, onde reside a população de alta renda, concentra o maior número de poços tubulares privados do país.

Houve um aumento dramático da perfuração durante a grande estiagem de 1997/98.

A situação é agravada pelo comércio de água por meio de carros-pipa, que se tornou um negócio altamente rentável na cidade.

Os proprietários dos veículos enchem os tanques com água de poço e saem vendendo nos condomínios.

“Recife vive a típica ‘tragédia dos comuns’, quando a soma das soluções individuais [perfuração de poços] acarreta um problema para todos [superexploração dos aquíferos]”, comentou Hirata.

O bombeamento desmedido ameaça fazer agora aquilo que uma elevação de quatro metros do nível do mar, ocorrida há cerca de 5 mil anos, não conseguiu fazer: salinizar os aquíferos.

“Fizemos a datação da água dos aquíferos profundos por meio do teste do carbono 14 [que estabelece a data do material pela proporção entre os isótopos 14 e 12 do carbono presentes na amostra]. E descobrimos que essa água é doce e pura há mais de 18 mil anos. Sabemos que, há cerca de 7 mil anos, o mar começou a subir. E atingiu seu nível máximo, quatro metros acima do atual, por volta de 5 mil anos atrás. Mas o decorrente avanço do oceano para o interior da área continental não foi suficiente para alcançar a área de recarga dos aquíferos. Por isso, eles não foram salinizados”, informou o pesquisador.

Essa área de recarga é uma elevação topográfica, de rochas do embasamento cristalino, existente na região serrana que fica a oeste de Recife.

É por ela que as águas das chuvas, que se infiltram no solo, entram nos aquíferos. Se, no último grande avanço, o mar tivesse chegado até essa região, os aquíferos teriam sido salinizados. Mas isso não aconteceu.

De fato, houve uma salinização em época anterior, há cerca de 120 mil anos, quanto o nível do oceano esteve muito mais alto.

Mas, com a continuidade do processo de recarga, novas águas doces despejadas pelas chuvas foram se infiltrando nos aquíferos ao longo de milênios, empurrando a água salgada através do aquitarde (rochas de baixa permeabilidade, associadas às formações Paraíso e Estiva), até a área de descarga no fundo do mar.

“Existe um movimento natural de oeste para leste. As águas novas entram nos aquíferos na área de recarga, e saem no mar. Esse mecanismo faz com que a idade das águas subterrâneas seja crescente de oeste para leste. Elas são mais jovens perto da serra e mais velhas perto da costa. Mas esse ciclo está sendo comprometido agora pelo bombeamento excessivo, que diminui as cargas hidráulicas da água doce no interior dos aquíferos e possibilita a intrusão da água salgada”, explicou Hirata.

Projeto Coqueiral
Segundo o pesquisador, conduzir o Projeto Coqueiral foi como montar um grande quebra-cabeças.

A pesquisa integrou estudos nas áreas de geologia, hidrogeologia, macrossociologia (urbanização e política institucional de gestão da água), mesossociologia (percepções e participações coletivas no manejo da água) e microssociologia (práticas individuais relativas ao uso da água).

Muitas informações sobre o passado remoto, relativas à evolução do nível do mar ou às variações do clima regional, ficaram registradas nas águas subterrâneas. E foram recuperadas por meio de miríades de análises.

Por exemplo, o conhecimento de que houve uma intrusão de água salgada no passado remoto foi possível porque se sabe que, nos processos de salinização e dessalinização, muito frequentes em aquíferos, existe uma troca de cátions, que fica registrada na água.

Foi esse registro que permitiu constatar a ocorrência de uma salinização do aquífero e de uma posterior “lavagem” (freshening) com água doce.

“Como a última grande ingressão do mar no continente capaz de causar tal salinização aconteceu há 120 mil anos, acreditamos que, desde então, o aquífero está sendo dessalinizado. E, como as águas atuais são doces, e foram datadas pelo carbono 14 com idades variando de 8 a 18 mil anos – portanto, muito anteriores à época da mais recente elevação do nível do mar –, pudemos deduzir que, nessa segunda ocorrência, não houve salinização. Isso é consistente com outro dado, que é o fato de que uma elevação de quatro metros não é suficiente para que o avanço do mar terra adentro chegue até a área de recarga”, detalhou Hirata.

Pela medição da quantidade de gases nobres dissolvidos na água atual, foi possível determinar também qual era a temperatura da água na época da recarga, isto é, a temperatura da água há cerca de 18 mil anos.

“Atualmente, a temperatura média de Recife é de 25,5º C. A temperatura média na época da recarga era 15º C. Ou seja, a região encontrava-se, então, 10 graus mais fria – o que corroborou outras estimativas sobre o clima da época, associado ao final de uma glaciação. Já as idades recentes das águas de aquíferos mais rasos foram confirmadas pela análise de gases CFCs e SF6, presentes somente em águas com menos de 60 anos. Foram muitas variáveis que, medidas, ajudaram a montar o quebra-cabeças”, afirmou o pesquisador.

As águas subterrâneas de Recife estão distribuídas em três grandes estoques: Boa Viagem, um aquífero pouco profundo e livre, vulnerável à salinização e à contaminação, amplamente utilizado pela população pobre; Beberibe, um aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento público e industrial; e Cabo, outro aquífero profundo e confinado, usado no abastecimento privado residencial da população de maior poder econômico.

O sobreconsumo atual está salinizando não apenas o aquífero superficial, mas também os aquíferos profundos.

“O bombeamento intensivo tem mudado a direção e o sentido dos fluxos de água subterrâneos. Uma parte da água que chega agora aos aquíferos profundos vem de unidades mais rasas, pela indução da recarga por meio de fluxos verticais descendentes através do aquitarde, e também do oceano, pelo deslocamento horizontal de leste para oeste”, explicou Hirata.

A quantificação desse fenômeno e relação precisa entre a taxa de extração de água e a taxa de recarga com água doce são as variáveis que os pesquisadores pretendem agora determinar, com o aperfeiçoamento da modelagem numérica.

Aquíferos de São Paulo: potencial subutilizado
Assim como em Recife, também na Região Metropolitana de São Paulo existem dois tipos de estoques de água subterrânea: o aquífero sedimentar, localizado em áreas em que o relevo é mais suave; e o aquífero cristalino, que se estende abaixo do aquífero sedimentar e aflora em locais onde o relevo é mais acidentado.

“É essa água subterrânea que também dilui os esgotos lançados nos rios, sustenta a vida aquática e recarrega os reservatórios superficiais de abastecimento público em épocas de estiagem”, informou Hirata.

“Nas áreas de baixa ocupação urbana, mais permeáveis, predomina a recarga natural por chuvas; nas áreas mais impermeabilizadas e de forte urbanização, as fugas das redes públicas de distribuição, da coletora de esgotos e das galerias pluviais podem representar mais de 50% da recarga dos aquíferos”, escreveram os pesquisadores no artigo publicado na Revista DAE.

O volume de água de recarga que se infiltra anualmente nos aquíferos da Bacia do Alto Tietê é estimado em 53 m3/s.

Desse montante, 33 m3/s poderiam ser captados de forma segura por meio de poços profundos, sem interferir no fluxo de base dos rios.

Tal número é quase a metade da atual capacidade instalada do sistema produtor metropolitano, computada em 67,7 m3/s.

A água subterrânea já é intensamente utilizada em algumas áreas, mas sem cumprimento de critérios técnicos e gestão centralizada.

“O último levantamento, realizado em 2009, estimou a existência de 12 mil poços profundos, retirando dos aquíferos cerca de 10 m3/s. Desse total, apenas 4.931 poços encontravam-se cadastrados no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Em função da estiagem dos anos 2013, 2014 e 2015, o ritmo de perfurações foi intenso, especialmente de poços irregulares. E há várias zonas aquíferas com sintomas de superexploração, o que ocorre quando a taxa de bombeamento é maior do que a capacidade do aquífero, criando prejuízos ao recurso, aumentos intoleráveis aos custos da extração ou impactos ecológicos”, afirmou Hirata.

Apesar disso, a maior parte dos aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo ainda apresenta capacidade de maior extração.

E, no artigo citado, o pesquisador e seus colaboradores recomendaram ao órgão gestor que novos poços para abastecimento público fossem construídos em áreas subutilizadas, em especial onde já existe estrutura de adução e estocagem de água tratada, como uma estratégia para minimizar os impactos da crise hídrica.

“Evidentemente, o plano de construção deveria valer-se dos melhores recursos técnicos disponíveis, com a utilização de modelos digitais do terreno, imageamentos óptico e acústico das fraturas em poços, medições de velocidades de fluxos etc., resultando em sucesso na locação de poços produtivos. Além disso, uma vez construído, cada poço precisaria ser monitorado continuamente, para se obter a melhor relação entre as vazões necessárias, a exploração segura dos aquíferos e o consumo de energia elétrica, além da identificação de problemas que eventualmente exigissem manutenção. E o gerenciamento de um conjunto de poços estratégicos teria que ser integrado por um sistema automático de operação e controle por telemetria”, sublinhou Hirata.

Qualidade da água
Segundo as contas dos pesquisadores, 180 poços públicos permitiriam oferecer à população um aporte adicional de um metro cúbico de água por segundo, a um custo para construção, operação e manutenção competitivo em relação ao custo de obtenção de novas fontes de água superficial.

“Existe uma falsa percepção de que a água subterrânea da Região Metropolitana de São Paulo é de baixa qualidade devido à contaminação por esgotos, vazamentos de tanques de combustíveis em postos de serviços e infiltração de substâncias químicas em zonas industriais. Mas tais situações restringem-se apenas a determinadas áreas. Milhares de poços tubulares profundos legais existentes receberam outorga de uso porque as análises químicas requeridas demonstraram que a água era potável. De fato, a água subterrânea, especialmente quando captada nas porções mais profundas do aquífero, é melhor protegida da poluição do que a água dos reservatórios superficiais”, ponderou o pesquisador.

“Além disso, quando bem captadas, as águas subterrâneas dispensam tratamento químico, obrigatoriamente utilizado no tratamento de águas superficiais. E não geram resíduos sólidos – o que torna sua gestão muito menos custosa”, acrescentou.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Published in Clipping

O programa de proteção de nascentes será a nova frente de recuperação ambiental de Santa Catarina. Todas as cadeias produtivas compreenderam que, para garantir água de qualidade e suficiente para atender as necessidades do campo, da cidade e da rica biodiversidade brasileira, é necessário preservar as nascentes. 

A iniciativa tem amplitude nacional e, em território catarinense, será desenvolvida pela Faesc, Senar, sindicatos e cooperativas que definiram um primeiro grande passo: a realização de 50 treinamentos para produtores, neste primeiro semestre, mediante convênio com a Cooperativa Central Aurora Alimentos. Estratégias de como viabilizar o programa nas cooperativas, metas de número de treinamentos realizados no ano e definição de ações complementares para otimizar os resultados nas propriedades rurais já foram definidas. 
 
O programa em parceria com as cooperativas será executado pelo Senar/SC, responsável pela contratação dos prestadores de serviço em instrutoria, entrega do material didático e alimentação dos responsáveis. A mobilização dos trabalhadores, produtores e empresários rurais será feita pelas cooperativas e Sindicatos Rurais dos municípios. 
 
No treinamento, com 8 horas/aula, serão apresentados os conteúdos sobre a importância da água, legislação ambiental, segurança e saúde no trabalho, cuidados com o meio ambiente, tipos de nascentes e formas de proteção. Manter a nascente preservada minimiza os riscos de erosão, poluição ou outros acidentes naturais ou provocados pela intervenção humana. Desta maneira, a preservação é necessária para manter a qualidade, quantidade e regularidade da água, indispensável para a vida e a produtividade. 

Essa iniciativa vem ao encontro aos princípios do cooperativismo e agrega aos programas já realizados nas propriedades rurais. Por isso, traçamos metas e estimulamos os parceiros para que assumam esse compromisso, uma vez que água não pode ser vista como problema, mas sim como solução. Não há dúvida de que a garantia de água de boa qualidade, em uma propriedade rural, depende de vários fatores, dentre eles, a proteção das nascentes. Estas são surgimentos naturais na superfície do terreno de onde escoam águas provenientes de lençóis subterrâneos, para se manterem produtivos, dependem das chuvas e dos cuidados a ela dispensados. Vamos fazer a nossa parte e esperar que a natureza faça a dela.
 
*José Zeferino Pedrozo é Presidente da FAESC – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC e do Conselho de Administração do SENAR/SC – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

 

Published in Clipping

Dando início a série de reportagens com especialistas ligados à temática água – dentro da campanha da Mútua pelo Dia Mundial da Água -, a Caixa de Assistência ouviu o eng. amb. Itamar Xavier da Silva, diretor financeiro da Mútua-TO e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental pela Universitat Politécnica de Catalunya (Barcelona), especialista em Planejamento Urbano e Ambiental pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e especialista em gerenciamento de projetos para a gestão municipal de Recursos Hídricos pelo Instituto Federal do Ceará/Agência Nacional de Águas – IFCE/ANA.

 

Confira a entrevista:

 

Como você avalia a instituição de uma data específica para tratar da temática água?

Um dia sozinho não é suficiente, mas ele marca de alguma forma a chamativa de atenção para que todos possam participar. Considerando tantos problemas advindos em função da água, como o tratamento de resíduos, políticas setoriais de vários aspectos, entre outros, há de se destacar que ao se falar de água estamos falando de recursos hídricos, que é algo muito importante e abrangente.

Depois da crise hídrica do ano passado, como você observa o momento atual?

A crise hídrica em si é um fator que vem sendo tratado em várias fases e que depende muito do governo agir. É uma situação muito ligada ao armazenamento, de certa forma. É sabido que existem as pausas entre um período maior de chuva e outro menor. A tendência agora é que o armazenamento de água aumente neste período de chuvas. Já existem projetos de armazenamento de água, não só na região Nordeste, que é a mais deficiente, bem como na região Sudeste, onde também já chegou a crise hídrica. As coisas estão acontecendo, vai depender muito de o governo implantar e de pautar serviços para a Engenharia.

Precisamos depender das chuvas ou podemos fazer alguma coisa para melhorar a situação?

Sempre iremos depender das chuvas, mas a gente tem que depender dessas chuvas e fazer alguma coisa para melhorar, aproveitando aquilo que a chuva nos dá e armazenando essa água de forma adequada para ser utilizada da melhor forma possível quando da necessidade.

Você tem dados com relação aos projetos que estão em desenvolvimento nessa área de recursos hídricos?

Atualmente os maiores projetos dessa área são para o Nordeste, que já sofre com a escassez a mais tempo que as outras regiões. No estado de São Paulo, logicamente, essa parte de armazenamento de água também está em foco. Em Minas Gerais a preocupação diz respeito ao incidente envolvendo mineração. De maneira geral existem diversos projetos, não muito adiantados - a não ser no Nordeste - e o restante do Brasil ainda caminha de forma atrasada.

Como você avalia a postura do Sistema Confea/Crea e Mútua ao trazer para discussão esse tema, unindo forças para divulgar a campanha do Dia Mundial da Água?

O Dia Mundial da Água é o momento para refletirmos que temos que trabalhar para que a água tenha maior quantidade e qualidade. E é justamente onde todos nós, profissionais do Sistema Confea/Crea, com o suporte da Mútua, estamos inseridos. Não imagino como desenvolver toda uma temática de recursos hídricos sem contar com os profissionais do Sistema Confea/Crea e o subsídio da Mútua. É algo que dará condições de desenvolvimento para a Engenharia poder trabalhar para suprir as lacunas.

Então, a temática água é bem mais abrangente do que geralmente é trabalhada?

Quando falamos sobre o Dia Mundial da Água, não podemos falar só da água, como mencionei anteriormente, é todo o envolto. É discutir onde vamos atuar de forma a minimizar os impactos e os conflitos da água, onde vamos divulgar as ações de melhoria da qualidade e quantidade de água. Quando se trata de água, que é um recurso finito, nós temos que se lembrar dos Comitês de Bacias, e que temos que agregar a esses comitês tudo que se trata de recursos hídricos, do ponto de vista dos Conselhos estaduais de Recursos Hídricos e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Também precisamos refletir sobre licenciamentos ambientais, bem como o monitoramento do uso desses recursos. É toda uma cadeia.

Outro ponto de atenção é a questão dos resíduos sólidos, todo resíduo sólido, de alguma forma quando cai no solo ou é depositado num lixão, vai impactar na água. As cidades devem ter seus planos municipais de saneamento, pois ao falar de água, estamos falando de esgoto também. Os sistemas de esgoto se utilizam de uma água de qualidade, que deveria sair com qualidade de novo, como um recurso hídrico. Também devemos falar das nascentes, onde a água nasce e que depende da preservação das matas e das veredas. Então, não tem como promover um dia da água, sem trabalhar uma política setorial que envolva toda a cadeia de saneamento ambiental, as cidades e, principalmente, o nosso comportamento nesse meio, que deve impactar o mínimo possível nos recursos hídricos.

 

Fonte e foto: Gecom/Mútua

Published in Mútua

A Sabesp disponibiliza mais uma forma de visualização  do  cálculo  de  medição do armazenamento de água do Sistema Cantareira.  Até hoje, no gráfico e no boletim divulgados diariamente, era apresentado  o  índice que considera como resultado a divisão entre volume útil  de  água  armazenado  no  dia e o volume útil total do sistema. Como
exemplo,  hoje  (17/03),  o  índice  é  de  15,3% (150,6 milhões de metros cúbicos dividido por 982 milhões de metros cúbicos).
A  partir de agora, a Sabesp vai apresentar também um gráfico considerando o  volume  útil  e  o  volume útil acrescido dos volumes autorizados, pelo órgão  regulador, referentes às reservas técnicas I e II (182,5 milhões de metros   cúbicos  +  105  milhões  de  metros  cúbicos,  respectivamente), especificando  o volume total do sistema para cada situação. Como exemplo, nesta terça, o índice é de 11,9% (150,6 milhões de metros cúbicos dividido por 1.269,5 milhões de metros cúbicos).
Na  prática,  o  volume  armazenado  no  Sistema Cantareira não muda: hoje existem  150,6  milhões  de  metros  cúbicos  para  abastecer a população. O  volume  útil  total  do  Sistema  Cantareira é de 982 milhões de metros cúbicos.  Considerando  as  duas  reservas técnicas, respectivamente 182,5 milhões  e  105  milhões de metros cúbicos, o volume armazenável sobe para 1.269,5 milhões de metros cúbicos.
As  duas  formas  de  medição  podem ser encontradas no seguinte endereço: http://www2.sabesp.com.br/mananciais/DivulgacaoSiteSabesp.aspx.
A  iniciativa  faz  parte  da  estratégia  da  Companhia de dar ainda mais transparência  às informações sobre índices de mananciais e em atendimento à  recomendação  do  Ministério  Público  para  que  fossem detalhados, em formato gráfico, os volumes existentes armazenados.
 
Fonte: Assessoria de imprensa da Sabesp

Published in Clipping

Disponível em diferentes modelos, o equipamento ainda auxilia no abastecimento de água em residências e indústrias

 

Indicadas para realizar transferências de água limpa e isenta de sólidos, as bombas autoaspirantes executam automaticamente o processo de retirada da água de poços, reservatórios e rios, e abastecem residências e indústrias.
Estes equipamentos podem ser encontrados em diversos modelos, são práticos e possuem funcionamento para diferentes finalidades. Entre os modelos desenvolvidos para atender a diferentes necessidades de abastecimento existem a ‘Bomba em Termoplástico Auto Aspirante JETP – 100’ e a ‘Bomba em Aço Inox Auto Aspirante JETI – 100’, ambas da Ferrari. Estes produtos podem ser utilizados no campo - em pequenas irrigações, ou em regiões litorâneas, e também principalmente em redes de baixa pressão.
Ambos os modelos possuem termostato, que desliga a bomba automaticamente em caso de superaquecimento, e também motor IP-44, que permite maior proteção ao equipamento e ao usuário, acompanha válvula de retenção horizontal em latão DN1", e cabo elétrico de 1,8 metros com plugue bipolar e aterramento - o que diminui riscos de choques elétricos, curtos-circuitos e queima do produto. Estes produtos se diferenciam pelo acabamento: a ‘Bomba em Termoplástico Auto Aspirante JETP – 100’ possui carcaça, difusor e rotor em termoplástico de engenharia de alta resistência, não contamina o fluído bombeado, o que significa maior segurança ao consumir, e também não enferruja, garantindo maior vida útil ao produto, pode ser utilizada em produtos químicos não reagentes ao termoplástico. Já a ‘Bomba em Aço Inox Auto Aspirante JETI – 100’ possui carcaça em aço inox e também possui difusor e rotor em termoplástico de engenharia de alta resistência, não contamina o fluído bombeado e é mais seguro ao consumir, e também não enferruja, garantindo maior vida útil ao produto, pode ser utilizada em produtos químicos não reagentes ao termoplástico a ao aço inox.
A ‘Ferrari Máquinas’ possui linhas de bombas de água, compressores de ar, geradores, máquinas, equipamentos, ferramentas manuais. Para saber mais, acesse www.ferrarinet.com.br/

Fonte: Brasil Engenharia

Published in Clipping

A crise hídrica no Sudeste fez crescer a procura por produtos ligados à economia de água. Na guerra contra o desperdício, qualquer loja de material de construção oferece um precioso arsenal. Há quem prefira munição pesada.

Em uma loja na Zona Oeste do Rio, a venda de cisternas para captação de água de chuva aumentou mais de 90% nos últimos três meses.

O Jornal Nacional levou um engenheiro especializado em racionamento de água para selecionar os produtos campeões de eficiência. As novas gerações de torneiras economizam até 70% do volume de água.

“A proximidade da sua mão aciona a torneira. Afastou, ela vai fechar. Ninguém escova os dentes pela casa deixando a torneira aberta”, diz o engenheiro David Gurevitz.

Para o vaso sanitário, há até válvulas econômicas, que usam mais ou menos água. Eles são pequenininhos no tamanho, mas permitem uma gigantesca economia de água sem quebra- quebra ou dor de cabeça com obras. Os redutores de vazão só precisam ser acoplados às tubulações de torneiras ou chuveiros. E a economia de água pode chegar a 60%.

“Não precisamos nem tirar o tubo da parede. Basta tirar o chuveiro do tubo. Colocar o adaptador no chuveiro e rosquear de novo no tubo”, explica David Gurevitz.

Quem vai às compras, valoriza os produtos mais eficientes.

“Você compra uma torneira de 500 que é mais cara e uma de 100. Daqui um ano você tira a diferença na conta de água”, afirma o técnico em mecânica Marco Santos da Rocha.

Em um dos maiores sites de compra e venda na internet, a procura por tambores iguais ao mostrado no vídeo acima, usados como pequenas cisternas caseiras, aumentou quase 4.000% entre dezembro e janeiro.

A síndica de um condomínio instalou torneiras econômicas e redutores de vazão nas áreas de uso comum dos moradores. Ela também instalou hidrômetros individuais em todos os apartamentos. O resultado veio rápido. Em apenas um ano, a redução na conta d’água surpreendeu.

“Mais de 50%. Cada um tem que fazer a sua parte, no mundo todo”, defende a síndica Maria Auxiliadora.

Fonte: Jornal Nacional

Published in Clipping

A falta de parâmetros definidos por lei impede que a adoção da prática de reúso da água seja ampliada. A medida torna-se mais do que necessária diante da crise hídrica enfrentada em parte do país e que não deverá ser resolvida a curto prazo

 

Milhões de brasileiros vêm enfrentando uma nova realidade, até então vivenciada somente em uma área delimitada do país. A escassez de chuvas que marca o semiárido nordestino ameaça algumas das regiões brasileiras mais populosas, como os Estados de São Paulo – incluindo a capital paulista -, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 
A situação até hoje inimaginável tem assustado os moradores das cidades que nunca se preocuparam com a falta de água. As razões propagadas são diversas: desde o desmatamento da região amazônica, a qual afeta o clima da região Sudeste, passando pela seca historicamente prolongada, a falta de investimentos e planejamento por parte dos governantes, o consumo per capita crescente, até a despreocupação com o desperdício por parte dos consumidores, trouxeram como consequência a crise hídrica agora vivenciada, sem precedentes em nossa história recente.
Essa condição assusta e tende a levar as pessoas a construírem uma nova visão sobre o uso que se tem feito até o momento desse recurso tão importante. Lembrando que vivemos num país privilegiado pela natureza, com grandes e importantes recursos hídricos, e nos vemos agora diante de novos e urgentes desafios.
A população em geral, empresários, profissionais do setor e meio acadêmico são chamados a pensar em novas soluções, que passam por tecnologias e também por novos hábitos de consumo, paralelamente à realização de investimentos públicos voltados à redução de desperdícios na distribuição de água e no armazenamento mais eficiente da água das chuvas. 
Muito se fala em reduzir o tempo no banho, usar a máquina de lavar roupas menos vezes e aproveitar essa água na lavagem de pisos ou na descarga, instalar bacias e válvulas de menor consumo, fechar as torneiras durante a escovação dos dentes ou na retirada da barba. Todas são ações importantes de conscientização sobre o uso deste bem, porém uma melhor utilização da água passa também pelos segmentos comercial, industrial e agrícola e o reúso de água tratada pode ser uma das soluções, a custos bastante viáveis.
A prática do reúso, já bastante disseminada em países como EUA e Cingapura, tem sido mais procurada nos últimos tempos, mas ainda esbarra na falta de legislação, seja em âmbito federal, estadual ou municipal. Atualmente, a falta de parâmetros definidos em lei para cada finalidade de reutilização da água dificulta muito a propagação desta medida, a qual seria um importante instrumento de minimização dos efeitos da escassez de água.
O Brasil dispõe de tecnologias acessíveis e eficientes para permitir a institucionalização de água de reúso, que se tornam, porém, inviáveis diante das indefinições e de parâmetros em voga no mercado, por serem bastante restritivos. Muitos interessados em reutilizar a água tratada, originária de esgoto doméstico, ficam sem caminho a seguir e acabam por usar água potável para fins menos nobres como na irrigação de jardins, lavagem de pisos ou descarga sanitária. 
Entramos numa nova era no que se refere à questão hídrica e, por isso, precisamos de uma legislação mais coerente com a realidade e as tecnologias disponíveis, que podem contribuir para diminuir a escassez e garantir o abastecimento humano. Portanto, as indefinições no que dizem respeito às leis não deveriam inviabilizar os projetos de reutilização.
O reúso pode parecer uma prática distante diante do grande percentual de brasileiros que não tem, ao menos, acesso à água encanada ou a esgoto, mas o país têm regiões com realidades distintas, cada qual com caminhos diferentes a serem tomados. A necessidade, no entanto, é a mesma para todos: acesso à água, que garanta a sobrevivência do ser humano. O passo inicial é a definição de uma legislação condizente com as demandas atuais e futuras, investimentos em melhoria na distribuição, redução de perdas, reaproveitamento de efluentes e a reeducação da população quanto ao uso mais consciente e racional.

* Diego Domingos da Silva é responsável pela Engenharia de Produtos da Mizumo - referência nacional em soluções para tratamento de esgoto sanitário e integrante do Grupo Jacto, com atuação em diversos setores industriais.

Fonte: Via Pública Comunicação

Published in Clipping

Condomínios são os que menos aderiram ao programa de bônus criado no início de 2014 pelo governo de São Paulo para incentivar a economia de água. A medida foi tomada como forma de tentar minimizar a crise hídrica que atinge o Estado. De acordo com Ricardo Chahin, responsável pelo Programa Uso Racional da Água, da Sabesp, somente 35% dos prédios reduziram o consumo em mais de 20%, o que dá direito a desconto de 30% na conta.

Ainda conforme Chahin, 85% dos condomínios na Região Metropolitana de São Paulo usaram menos água após os apelos do governo, mas não atingiram a meta. Em um universo de 100%, metade diminuiu o consumo entre um e 19%, o que é considerado insatisfatório. Na outra ponta, 15% dos edifícios passaram a gastar mais água. O cálculo foi feito com base na média de consumo dos 12 meses que vão de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

— Vemos que muitos condomínios estão interessados, buscando uma participação no programa. Porém, não reduziram o suficiente para atingir o bônus.

Na avaliação do representante da Sabesp, a medição individualizada seria uma possível solução, a questão é que nem sempre o recurso é economicamente viável, segundo enfatizou.

— Sai muito caro. Mas conhecer o comportamento [perfil de consumo] do seu condomínio e monitorá-lo já é um grande avanço. O mais importante é a gestão. É conhecer o seu consumo, comparar de um dia para o outro. Ver se aumentou, por que aumentou. Conhecer o hidrômetro, saber como funciona, fazer leituras diárias e comparar.

Chahin acrescentou que a Sabesp tem intensificado as campanhas em condomínios.

— A companhia já vem há vários anos com uma campanha voltada ao uso racional da água na rua. E isso já reduziu em 20% o consumo em relação há 20 anos. Além disso, agora, estamos focando muito mais nas pessoas que ainda não estão reduzindo, ou seja, a campanha está muito forte em condomínios. Cartazes, pessoas visitando.

Ricardo Chahin participou na terça-feira (10) do Fórum sobre a crise hídrica, realizado em São Paulo pela Docol. O debate, mediado pelo radialista Heródoto Barbeiro, da Record News e do Portal R7, debateu os fatores que impulsionaram a crise hídrica, entre outros.

Fonte: R7

Published in Clipping

A implantação de sistemas de captação de águas pluviais poderá ser obrigatória nos empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 15/2015, que acabou de ser apresentado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Do senador Ivo Cassol (PP-RO), o projeto estabelece que os empreendimentos do programa deverão observar a adequação ambiental e atender, sem prejuízo de outros fatores, a obrigatoriedade da implantação de sistemas de coleta, armazenagem e uso de águas pluviais. Na justificativa do projeto, Cassol diz que o drama da escassez de água hoje atinge todas as regiões do país e exige crescente atenção do poder público e da sociedade.

Cassol informa que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas estarão sujeitas a "estresse hídrico" caso sejam mantidas as condições atuais de disponibilidade, gestão e utilização da água. No Brasil, acrescenta o senador, embora haja grande disponibilidade hídrica, os problemas de abastecimento decorrem de fatores tais como o consumo intensivo, o desperdício e a degradação de mananciais.

O autor argumenta que a utilização de água potável para limpeza de calçadas, irrigação de jardins e descargas sanitárias, entre outras formas impróprias de utilização, mostra que devem ser adotadas medidas de racionalização do uso da água e de conscientização da população para a importância “desse já escasso recurso natural”. Usos dessa natureza, diz Cassol, podem ser atendidos pela captação e reserva de águas pluviais, medida que, além de “mostrar-se muito mais razoável, contribui para atenuar o fluxo da drenagem em situações de chuvas intensas”.

O senador lembra que cidades como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro já vêm adotando exigências do gênero para novas construções. Cassol destaca a relevância social do projeto e a contribuição que ele pode dar para o uso racional dos recursos hídricos.

O risco de desabastecimento de água tem motivado a apresentação de outros projetos sobre o tema, neste início de 2015. Projeto do senador Humberto Costa (PT-PE), por exemplo, estabelece medidas para promover o aproveitamento de água de chuva e o abastecimento com água de reuso (PLS 13/2015).

Fonte: InfoNet

Published in Clipping

Os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro estão estudando projetos de construção de usinas dessalinizadoras de água como alternativa contra a escassez hídrica na região Sudeste do País.
 
Para São Paulo, os consórcios devem apresentar nas próximas semanas os estudos para as obras de dessalinização, que serão analisadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em parceria com o governo estadual, e executadas por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A estimativa, de acordo com o governador Geraldo Alckmin, é de que os gastos sejam de cerca de R$ 1,5 bilhão, em razão das dificuldades causadas pela altitude da região metropolitana em relação ao nível do mar, ao preço em crescimento da energia elétrica e às soluções de logística.
 
Já o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, encomendou um projeto para construção de uma usina na zona Oeste da cidade, que deve atender a um milhão de pessoas. A intenção é instalar a usina próxima aos pólos industriais do município de Itaguaí e do bairro de Santa Cruz e estabelecer uma PPP para a operação. Além da usina que converteria a água da Baía de Sepetiba em água potável, o governo do Rio de Janeiro também avalia a instalação de uma unidade na Baía de Guanabara ou no município de São Gonçalo. As propostas dependem do custo estimado para os projetos. Os estudos deverão ser apresentados em março. 
Fonte: Portal Piniweb

Published in Clipping
Pagina 1 de 3

Publicações populares

Endereço

Mútua SEDE
SCLN 409, Bloco E, Asa Norte, CEP:70857-550, Brasília - DF

Central de Relacionamento Mútua

0800 61 0003, Tel.: (61) 3348-0200

Ouvidoria da Mútua

Acessos do Colaborador

Redes Sociais

Facebook Twitter Youtube

Mútua nos Estados