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Os estados do Centro-Norte foram responsáveis, no ano passado, por 58% da safra de grãos do Brasil. A saída mais fácil para o exterior seria pelos imensos rios amazônicos e portos do Pará ou Amapá – que hoje conseguem escoar só 15,2% da produção. Com infraestrutura insuficiente, a soja de Mato Grosso viaja dois mil quilômetros por estrada até os estados do Sudeste, encarecendo o produto brasileiro.  
A nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado no começo de junho pela presidenta Dilma Rousseff, deve corrigir essa distorção. Para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), as concessões anunciadas têm um foco muito claro na porta de saída das exportações do setor pelo “Arco Norte”, o que pode descongestionar gradativamente o movimento em portos como o de Santos (SP).
“Muitos projetos do PIL são relevantes para o agronegócio porque fortalecem a logística no Arco Norte e desafogam os portos do Sudeste”, avalia a economista Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Coordenação de Assuntos Estratégicos da CNA.
Segundo ela, dois projetos fundamentais do PIL são as concessões das rodovias BR-163 e BR-364. A primeira liga Sinop (MT) ao Porto de Miritituba (PA), às margens do rio Tapajós, onde estão se instalando 26 terminais de grãos para exportação. A segunda é a trecho entre Comodoro (MT) e Porto Velho (RO), que embarca atualmente quatro milhões de toneladas pela hidrovia do Rio Madeira.    
“Na primeira fase do PIL, as concessões de rodovias tiveram deságios expressivos. As empresas ofertaram em média 30% menos no valor da tarifa de pedágio”, ressaltou Elisagela, exemplificando a redução de custos para os produtores com as concessões.
Ainda no Arco Norte, diz Elisangela, haverá impacto positivo com os projetos de duas ferrovias. Um deles é o trecho Açailândia (MA)-Barcarena (PA), que faz parte da ferrovia Norte-Sul e escoa a produção de grãos do Maranhão e Piauí. O outro é a linha que vai de Lucas do Rio Verde (MT) a Miritituba, que é um projeto de R$ 9,9 bilhões e vai transformar o porto paraense em uma das principais portas de saída. 
“Em relação a outros países, o Brasil perde competitividade no custo da logística”, assinala a economista da CNA. “Quando o governo se concentra na regulação, as empresas fazem o investimento. Foi assim na área de portos a partir de 2012.”
A nova lei de portos já concedeu autorização para 28 Terminais de Uso Privado (TUPs), com um investimento previsto de R$ 8,4 bilhões até 2018. Segundo Elisangela, os serviços portuários precisam ser ampliados no Brasil todo, com aumento de capacidade de armazenagem, instalação de equipamentos modernos, dragagem para navegação de barcos de maior porte e programas que diminuam a burocracia.

Matriz equilibrada
Atualmente, o Brasil transporta 61% da produção agrícola por meio de rodovias. O Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) colocou a meta de baixar esse percentual para 32% no ano de 2025. É nessa linha que caminha o PIL do governo federal. Nos Estados Unidos, a participação de rodovias é de 13%. A maior parte (43%) da produção norte-americana se desloca por hidrovias. 
O peso da logística pode ser vista nos custos finais, por exemplo, para levar soja até a China. A produção de Sorriso (MT) chega ao mercado chinês por US$ 190 a tonelada, sendo US$ 145 apenas para levar o produto ao porto de Santos. A soja de Illinois, no centro dos Estados Unidos, tem um custo final de US$ 71 por tonelada na China, uma vez que a hidrovia do Rio Mississipi custa apenas US$ 25 por tonelada.

Fonte: Portal Brasil

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A coordenadora da unidade de cultivos de inverno da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl, aponta o aumento do mercado, impulsionado pela mudança cultural que tem priorizado a qualidade de sementes e variedades comerciais. “A cultura do produtor está mudando; a aveia preta comum está sendo deixada de lado, enquanto cresce a procura por cultivares que atendam às diferentes necessidades, como produção de forragem, produção de grãos, conservação do solo e reciclagem de nutrientes, e também controle de doenças e fungos através da prática do sistema de rotação de culturas”, destaca a pesquisadora. Ela acredita que a pesquisa para conhecer as características e propriedades do banco genético é de fundamental importância, auxiliando no desenvolvimento da cultura por meio de materiais melhorados.
Até o momento, um dos aspectos revelados pela pesquisa e que mais chama a atenção é o poder de supressão de nematoides. De acordo com Kassiana Kehl, a aveia preta é capaz de controlar um dos piores e mais agressivos nematoides, o Pratylenchus brachyurus.
Nesse sentido, o programa de melhoramento de aveia preta da Agroalpha e da Fundação Pró-Sementes lança a Agro Quaraí. Indicada para o sul do Brasil e em fase de experimentação no cerrado, o novo material diferencia-se pelo ciclo precoce, elevado potencial de produção de massa verde e rendimento de grãos. “Os dados de produtividade e matéria verde surpreenderam os pesquisadores, principalmente por se tratar de uma cultivar de ciclo precoce”, destaca Kassiana Kehl.
Com alta capacidade de afilhamento e resistência moderada a ferrugem da folha e do colmo, a cultivar Agro Quaraí está disponível para produtores de sementes por meio do sistema de  licenciamento da Fundação Pró-Sementes.

Fonte: Agrolink

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O Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 (PAP) será divulgado na manhã desta terça-feira (02), em solenidade no Palácio do Planalto, com a presença de presidente Dilma Rousseff, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, e do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, dentre outras autoridades ligadas ao agronegócio. A expectativa é que, apesar do ajuste fiscal promovido pelo Governo Federal para reequilibrar as contas públicas, o PAP não sofrerá cortes nos recursos financeiros destinados ao custeio, investimento e comercialização agrícola, mantendo-se o valor em torno dos mesmos R$ 156 bilhões, igual ao patamar da safra passada.
A CNA está otimista com as linhas gerais do PAP a serem divulgadas pelo Governo, especialmente devido ao empenho da ministra Kátia Abreu em evitar uma elevação “fora da curva” das taxas de juros a serem pagas pelo produtor rural. A propósito, na semana passada, após audiência com a presidente Dilma Rousseff,  Katia  Abreu garantiu que não “haverá nenhum real de redução nos recursos destinados ao custeio agrícola”.
A ministra adiantou, contudo, que o setor agrícola não ficará imune ao ajuste porque passa a economia brasileira. Segundo ela, “os ajustes deste ano atingirão todos os segmentos, e com o agronegócio não será diferente em relação às taxas de juros, mas o setor receberá atenção especial, não porque os produtores são especiais, mas porque é um segmento com respostas muito rápidas nas exportações e na redução dos preços consumidos no mercado interno”.
A questão dos juros - O Conselho Monetário Nacional (CMN), a propósito, em reunião realizada na quinta-feira (28), aprovou as taxas de juros do PAP para o biênio 2015/2016, mas os índices não foram divulgados. A CNA e as entidades ligadas ao agronegócio defenderam que as taxas de juros agrícolas fossem mantidas, como forma de garantir a produção e a produtividade e consequentemente os incrementos no PIB nacional.
A questão da taxa de juros, a propósito, foi discutida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy e os integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na ocasião ele informou aos parlamentares que os juros agrícolas ficarão acima da inflação, mas abaixo da Taxa Básica de Juros (Selic), calculada pelo Banco Central, que estava em 13,25% ao ano no final de abril, mas acima de do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), 8,26%  nos últimos 12 meses.
Ao vivo - A cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 será transmitido ao vivo, a partir das 11 horas, pelo Canal do Produtor: www.canaldoprodutor.com.br . 

Fonte: CNA

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Começa hoje (01) e segue até 15 de setembro o Vazio Sanitário da cultura da soja em Mato Grosso, período em que fica proibida a presença de plantas vivas de soja e o plantio da cultura no estado. A proibição é uma medida fitossanitária para prevenção e controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), doença que atinge a lavoura de soja e é disseminada a partir de plantas vivas, servindo de ponte verde entre uma safra e outra.
Durante esse período, o agricultor não pode plantar ou ter lavouras de soja, e também deve eliminar toda e qualquer planta de soja guaxa – que surge de forma voluntária na propriedade. Um alerta importante é que neste ano o prazo para a destruição das plantas de soja que germinam nas lavouras de girassol vai até o dia 15 de junho.
Além de orientar seus associados, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) tem enviado ofícios para prefeituras de municípios produtores alertando para a necessidade de eliminação de plantas vivas no perímetro urbano. “Isso ocorre devido a sementes que caem de caminhões e acabam germinando. O trabalho em conjunto entre produtores, Município e Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) é fundamental para o controle da ferrugem asiática”, observa o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas.
As lavouras de soja em que a doença está presente têm sua formação comprometida e o enchimento de vagens prejudicado, o que reduz o peso final dos grãos. Os danos podem variar de 10% a 90% da produção, além de gerar custos maiores para o agricultor devido ao controle fitossanitário.
A ferrugem asiática gera prejuízos para toda a sociedade, não sendo restrita aos agricultores de soja. “Como a cultura é a base da economia estadual, a queda de produtividade impacta diretamente no mercado local das cidades e também na arrecadação pública. É uma doença do campo que atinge a cidade”, comenta o diretor técnico.
A multa para quem descumprir a medida do Vazio Sanitário é de 30 UPFs (Unidade Padrão Fiscal) mais 2 UPFs para cada hectare com soja guaxa. Após a penalidade, o produtor tem 30 dias para apresentar defesa junto ao Conselho Técnico Agropecuário que faz parte do Indea-MT. Se for negado, o produtor multado pode ainda recorrer em segunda instância.
A fiscalização no período do vazio sanitário é realizada pelo Indea-MT, e tem aumentado nos últimos cinco anos. Em 2014, foram feitas 4.614 fiscalizações, um número 43,7% superior ao registrado em 2013 (3.210). A evolução no número de autuações foi maior: 173% no último ano, quando houve 112 autuações contra as 41 de 2014. A perspectiva para este ano é de que a fiscalização apresente número ainda maiores, devido às condições climáticas favoráveis à permanência das plantas de soja durante o vazio sanitário.

Fonte: Aprosoja MT

 

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O setor agrícola, com crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, impediu que o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentasse um desempenho ainda pior do que a queda de 0,2%, conforme divulgou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, é em função desse desempenho que o “agronegócio precisa continuar recebendo crédito e financiamento adequados capazes de garantir mais produção e produtividade, além de manter a contribuição decisiva do agronegócio na manutenção do superávit da balança comercial brasileira”.
A agropecuária foi o único setor que apresentou variação positiva entre os segmentos que compõem a formação do PIB, indicam os números do IBGE. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2014, o PIB agropecuário garantiu crescimento de 4,7% e contribuiu com R$ 79,6 bilhões no produto gerado no país no primeiro trimestre deste ano. Equivalente a 5,65% do total gerado, R$ 1,408 trilhão.
Agronegócio lidera economia - Mesmo com as medidas adotadas pelo Governo Federal, com o objetivo de reequilibrar as contas públicas, análise técnica da CNA avalia que o PIB do setor agropecuário (da porteira para dentro) poderá crescer 1,8%, em 2015. Ao mesmo tempo, estimativas do mercado financeiro e do Banco Central mostram que a economia brasileira como um todo terá desempenho negativo, perto de 1%, este ano.
A CNA lembra ainda que o agronegócio tem sido fundamental para a diminuição do déficit da balança comercial brasileira em 2015. O setor apresentou saldo positivo de US$ 14,6 bilhões na balança comercial do primeiro trimestre de 2015, enquanto a balança total fechou o período com déficit de US$ 5,6 bilhões.
Houve retração nos outros setores que compõem o PIB, conforme mostra o IBGE. Na comparação entre o quarto trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2015, o consumo das famílias e os gastos do governo apresentaram retração de 1,5% e 1,3%, respectivamente. Já bom desempenho do setor agropecuário pode ser explicado por diversos fatores.
Números expressivos - A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no biênio 2014/2015, alcançou 201 milhões de toneladas, ou seja, 8,1 milhões de toneladas a mais em comparação com as 192,9 milhões de toneladas produzidas entre 2013 e 2014, sendo 4,2% maior, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE).
As principais commodities produzidas no país, soja e milho, apresentaram expansão da área cultivada, de 4,7% e 0,1%, respectivamente, e de produtividade de 5,5% e 2,19%, respectivamente. A produção de soja expandiu-se expressivos 10,6%.
A desvalorização do real tem dado fôlego às exportações do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2015, houve aumento das exportações de produtos florestais, em US$ 1,11 bilhão, café, em US$ 1,12 bilhão, e cerais, farinhas e preparações, em US$ 246,50 milhões.
Outros produtos agropecuários obtiveram ótimo desempenho no período e contribuíram para o desempenho do setor. Foram os casos dos sucos, fumo e seus produtos, apresentaram vendas adicionais no valor de US$ 210,66 milhões no primeiro trimestre do ano.
                                        
Fonte: CNA

 

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A safra recorde de soja do Brasil, colhida em sua maioria no primeiro trimestre e com crescimento de mais de 10 por cento ante a temporada anterior, foi o principal fator para o aumento do PIB da agropecuária de janeiro a março, devendo também contribuir de forma importante para esse setor da economia fechar o ano com avanço, ainda que modesto.
A agropecuária cresceu 4 por cento em relação a igual período do ano anterior, destacando-se entre outros setores que tiveram recuo, como a indústria (-3 por cento) e serviços (-1,2 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O segmento do campo cresceu apesar de o milho, com safra significativa no primeiro trimestre, ter apresentado variação negativa na produção de 3,1 por cento, segundo o IBGE.
Em relação ao quarto trimestre, o PIB da agropecuária cresceu 4,7 por cento, enquanto indústria recuou 0,3 por cento e o setor de serviços caiu 0,7 por cento.
"Foi o que salvou a lavoura, a indústria já vinha minguando, vai continuar essa deterioração e já está atingindo o setor de serviços", disse o diretor de Pesquisa Econômica da GO Associados, Fábio Silveira, ao ser consultado pela Reuters.
Silveira projeta um crescimento de até 2 por cento para a agropecuária em 2015, após avanço de 0,4 por cento em 2014, muito em função do salto da cultura de soja, com colheita de mais de 95 milhões de toneladas, o principal produto do agronegócio nacional, que responde por quase metade da safra de grãos e oleaginosas do país.
Segundo o especialista da GO Associados, o desempenho da agropecuária está sendo limitado pela fraqueza da atividade em outras culturas, atingidas por preços mais baixos, como o milho.
"O que sustenta esse PIB magro de 2 por cento (previsto para o ano) é a lavoura de soja, mais a pecuária. Por quê? Porque é um setor exportador, e a exportação é sustentáculo importante para avicultura e carne bovina... e o câmbio está ajudando (na exportação)...", declarou.
Ele frisou que o agricultor terá queda na renda este ano e a relação de troca com insumos será desfavorável, num ano com crédito mais caro. "As condições de negociações estão mais áridas, não está fácil para ninguém, inclusive para o agronegócio", disse.

SEGUNDA SAFRA
Carlos Cogo, de consultoria agroeconômica que leva o seu nome, destacou também a importância da soja e das vendas externas do agronegócio para o PIB do segmento.
Mas ele citou ainda o impulso do milho, cuja segunda safra, com colheita recém-iniciada no país, deve apresentar altas produtividades.
A chamada "safrinha" pode ser recorde, garantindo uma produção histórica para o cereal do Brasil, apesar de as cotações estarem mais baixas.
"Tem o peso do grão, soja e milho, e o preço do café também subiu. Outros setores também seguiram com suas exportações", disse Cogo.
Já a economista do CM Capital Markets Jessica Strasburg ressaltou que, no PIB do primeiro trimestre, "o que salvou foi a agropecuária".
"E a indústria também contribuiu para a queda ser menos pior que o esperado, mas os serviços caíram bastante. Sinceramente fiquei surpresa com queda de só 0,3 por cento da indústria", disse ela, lembrando que o setor automobilístico "está indo de mal a pior e tem muito peso na indústria e no comércio".
O segmento agropecuário, ainda que tenha tido um desempenho positivo, tem um peso pequeno na composição do PIB total, uma vez que o IBGE considera basicamente a atividade primária em sua metodologia, ou dentro da porteira, sem levar em conta indústrias.
(Com reportagem adicional de Camila Moreira e Gustavo Bonato)

Fonte: Reuters

 

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Pelo segundo ano consecutivo, o produtor de sementes Sandro Antônio Durigon, de Espumoso (RS), investiu na segunda safra de soja e constatou a importância da escolha da cultivar. No ano passado, ele colheu uma média de 32 sacos por hectare. Em 2015, com a cultivar FPS Antares RR, a produtividade média atingiu 50,5 sacos por hectare. A semeadura ocorreu em duas épocas: a primeira de 06 a 09 de janeiro, e a segunda depois do dia 20 de janeiro. De acordo com a avaliação dos engenheiros agrônomos da unidade de certificação da Fundação Pró-Sementes, o campo inscrito para produzir semente da categoria Certificada 1 (C1) estava uniforme e apresentava boa sanidade, com capacidade de produzir sementes de alta qualidade. “A cultivar teve um desempenho muito bom, demonstrando alto potencial produtivo, ótimo estabelecimento inicial, com alta responsividade ao manejo e tecnologia aplicada”, avalia o engenheiro agrônomo Felipe Hunhoff, da Pró-Campo Soluções Agronômicas, empresa que prestou assistência técnica neste campo de produção de sementes.
“A produção de sementes de soja na safrinha demonstrou-se viável neste ano, mas deve obrigatoriamente estar aliada a alta tecnologia”, alerta Hunhoff. Foi o que fez Durigon, que instalou o campo de 50 hectares em uma área irrigada por pivôs. Para controlar a pressão da ferrugem asiática, foram realizadas seis aplicações sequenciais de fungicidas. “Na safrinha, o manejo da ferrugem asiática é um grande desafio, pois a forte pressão da doença obriga o uso de alta tecnologia, com bons fungicidas, em intervalos de tempo menores, além de um bom plano de manejo pela assistência técnica”, informa Hunhoff. Além disso, o bom manejo de adubação foi importante para garantir o rápido estabelecimento da cultura.
Na cidade de São Borja, localizada na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, a Tarumã Comércio e Representações Ltda., também investiu na safrinha de soja com a cultivar FPS Antares RR. O engenheiro agrônomo Felipe Tissot conta que os 30 hectares semeados em área de irrigação no dia 20 de janeiro alcançaram uma produtividade média de 62 sacos por hectare. Ele destaca a boa estrutura da planta e que não apresentou qualquer problema de acamamento.
A cultivar de soja FPS Antares RR possui genética do Grupo Don Mario e é licenciada pela Fundação Pró-Sementes. Pertence ao grupo de maturidade 6.8 e apresenta ampla adaptação geográfica (RS, SC, PR, SP, MS, MT e GO), com indicação para semeaduras de abertura e fechamento de plantio. Além disso, a arquitetura de planta moderna facilita o controle de doenças e insetos, fazendo, assim, com que o produtor consiga usufruir do seu rendimento máximo.  

Fonte: Agrolink 

 

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O Rio Grande do Sul, juntamente com o estado de Santa Catarina, receberão na quinta-feira (28), na cidade de Paris, o certificado de área livre de Peste Suína Clássica (PSC) pela Organização Mundial de Saúde Animal. É a primeira vez que a OIE vai reconhece zonas e países livres da doença.
Uma comitiva de autoridades e representantes de entidades gaúchas estão acompanhando a  83ª Assembleia de Delegados  da OIC , que teve início no dia 24 de maio na capital francesa. Entre a comitiva está o presidente a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador que mostrou as vantagens do estado receber a certificação.
"Nós demonstramos para o mercado que a cadeia produtiva da suinocultura veio fazendo seu dever de casa, trabalhando essas questões sanitárias com muita seriedade, para conquistarmos um status como este. E isso também significa uma barreira a menos nas negociações com o mercado internacional", afirma Folador.
No entanto, o presidente ressalta que os resultados comerciais com o certificado só devem ser sentidos no médio e longo prazo, mas "já é um passo importante para os estados".
Atualmente o Rio Grande do Sul é responsável por 25% do volume de exportações do Brasil.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

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A compra de produtos da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos ficou mais fácil. Agora a classificação dos produtos de origem familiar adquiridos em compras públicas será feita pelo próprio agente público. A mudança é resultado de Decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento do Plano de Defesa Agropecuária (PDA), na quarta-feira (06.05), em Brasília
A medida altera o decreto que determinava que essa classificação deveria ser feita por um profissional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ou por um credenciado pelo próprio Mapa. Assim, o vinculo será direto entre os pequenos produtores e agentes públicos locais responsáveis pela compra, sem intermediários.
"O decreto reconhece as características das compras públicas de pequeno volume com um tratamento diferenciado, que resulta na celeridade necessária para a aquisição sem perder o foco na qualidade dos produtos ofertados", pondera o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento, João Marcelo Intini.
Além da mudança na classificação vegetal de compras públicas, foi assinado outro decreto que altera o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) - sistema que delega a estados e municípios o poder de fiscalizar e inspecionar os estabelecimentos em parceria com o Mapa. De acordo com o ministério, os estados não conseguiram aderir ao Sisbi por causa das exigências burocráticas. 
A partir de agora, a adesão das 27 unidades federativas será automática. Dessa maneira, um produto poderá ser comercializado para outros estados sem a necessidade de autorização do governo federal. "Com essa medida, vamos ampliar a cesta de produtos ofertados pelo PAA. Vamos poder comprar, caprinos, ovos, mel, carnes e processados, de maneira mais ágil, mantendo a qualidade de produto, e oferecer em todos os estados", ressalta Intini.
O recém lançado Plano de Defesa Agropecuária introduz um novo modelo de gestão, capaz de fortalecer uma ação conjunta em nível federal, estadual e municipal. O objetivo do governo federal é promover o desenvolvimento agropecuário sustentável, garantindo a preservação da vida e da saúde das pessoas e dos animais, a segurança alimentar e o acesso a mercados.

Fonte: Conab 

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O produtor orizícola tem de estar preparado para os novos cenários de mercado, conforme a diversificação de interesses, gostos e relações com o alimento que hoje pautam o elo final da cadeia produtiva: o consumidor. A opinião é do professor da Faculdade de Agronomia da UFPel, Moacir Elias, que foi o palestrante do quarto painel do Fórum Internacional: O Arroz na Segurança Alimentar, ocorrido no final da tarde desta quarta-feira (06), no Centro de Eventos de Pelotas/RS.
“Os conceitos de qualidade evoluem e acompanham evolução da sociedade. A ampliação da pauta de exportação do arroz exige alterações conceituais para a cadeia produtiva. Para o produtor, armazenista e industrial, o arroz é negócio; para o consumidor, é alimento. Há mudanças de paradigmas nesta relação”, explicou o professor, no painel intitulado Pós-colheita e qualidade do arroz. Elias lembrou que o produtor tem de estar conectado à diversificação de preferências de consumo. “Há os que enxergam o arroz como alimento, há os que acham que alimentar-se não é apenas comer, é também tratar da saúde, são importantes nichos de mercado. Cabe à pesquisa científica auxiliar a produção ajustar-se a estes conceitos”, sustentou.
Laboratório – O pesquisador falou sobre o papel da comunidade acadêmica para o aprimoramento da cadeia produtiva. “No Laboratório de Grãos da Faculdade de Agronomia da UFPel, temos uma tradição de trabalho compartilhado com os produtores pois consideramos que esta é uma das obrigações da comunidade acadêmica. Estamos constantemente alimentando  cadeia produtiva para as novas tendências’, defendeu. No Laboratório, trabalham mais de 20 profissionais e pesquisadores, com foco no aprimoramento e identificação de potencialidades e soluções para o mercado produtor de arroz, envolvendo pesquisas e secagem, armazenamento, controle de qualidade e industrialização de grãos.
O quarto painel do Fórum Internacional, evento que integra a programação da Expoarroz 2015,  teve a mediação do representante da Embrapa, Ariano Magalhães, e a participação, como debatedores, de dirigentes da Associação Brasileira das Indústrias  do arroz Parboilizado (Abiap), Marco Aurélio; da Federação das Cooperativas de arroz do Rio Grande do Sul (Fearroz), André Barreto; do Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz), Eduardo Coradini, e da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), Daire Paiva Coutinho.

Fonte: Agrolink

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