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Os produtores rurais brasileiros expandiram a tomada de crédito para custeio na safra 2015/2016. De julho a dezembro do ano passado, houve crescimento de 20% no volume contratado da modalidade em relação ao mesmo período de 2014, totalizando R$ 51,2 bilhões. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (14) pelo ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar, durante entrevista coletiva.

Os empréstimos nos seis primeiros meses da atual safra – incluídos custeio, comercialização e investimento - tiveram ligeira alta em relação a 2014, passando de R$ 76,304 bilhões para R$ 76,491 bilhões. O valor representa 41% do total disponibilizado pelo governo federal, de R$ 187,7 bilhões, de acordo com dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Somente o custeio respondeu por 67% dos recursos já contratados, num total de 298 mil operações (incluídos grandes e médios produtores). Esses recursos são usados, por exemplo, para compra de insumos, plantio, tratos culturais e colheita.

Juros controlados

Nassar destacou o aumento de 13% nas operações de crédito e comercialização a juros controlados, que saltaram de R$ 49,4 bilhões em 2014 para R$ 55,7 bilhões no ano passado. Do total de R$ 96,5 bilhões disponibilizados para essa modalidade, 58% já foram contratados.

“Quando lançamos o Plano Agrícola e Pecuário, enfatizamos a necessidade de se priorizar a ampliação do custeio controlado. O resultado nos primeiros seis meses mostra que nossa aposta estava correta. Estamos cumprindo a meta e isso está se refletindo em aumento de produção mesmo depois de uma supersafra no ano anterior”, afirmou André Nassar, que é o secretário de Política Agrícola do Mapa e ocupa interinamente o cargo de ministro.

O governo trabalha para ampliar a oferta a juros livres pelas Letras de Crédito do Agronegócio, instrumento pelo qual os produtores contrataram R$ 1,1 bilhão até dezembro de 2015. O montante, segundo Nassar, poderia ter sido ainda maior.

“Os financiamentos com recursos da LCA tiveram início na atual safra, então os bancos ainda estão se adaptando. Estamos estudando com calma o cenário e vamos propor medidas que permitam às instituições financeiras serem mais agressivas no uso da LCA”, ressaltou.

Comercialização e investimento

A comercialização se manteve estável em R$ 12 bilhões e o investimento recuou de R$ 21,4 bilhões em 2014 para R$ 13 bilhões nesta safra. A retração pode ser explicada pela diminuição da demanda por parte dos produtores, que ampliaram seus investimentos nas safras passadas por meio de programas de incentivo, como o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI).

“A agricultura veio em uma tendência de fortes investimentos. Então, este é um momento em que é natural que o produtor reduza o apetite por investir. Além disso, o agricultor está enxergando maior risco, preferindo se endividar em curto prazo. Foi uma decisão de gestão”, observou Nassar.

Médios produtores

Tiveram destaque as linhas de financiamento para custeio do médio produtor (Pronamp) – com faturamento de até R$ 1,6 milhão ao ano –, que atingiram R$ 9,8 bilhões. O valor representa incremento de 38% em relação ao consolidado de julho a dezembro do ano anterior (R$ 7,1 bilhões). Os bancos públicos aumentaram em 38% a oferta crédito para a categoria e em 37% para os grandes produtores.

“Esse aumento muito expressivo se deve ao direcionamento que nós demos neste Plano Agrícola, tirando os extra tetos e aumentando a obrigação dos banco em emprestarem para o Pronamp”, disse o minis tro interino. Ele também destacou a participação majoritária dos bancos públicos e das cooperativas de crédito nesta modalidade de financiamento.

 

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/

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O curso é gratuito e irá capacitar 10 mil facilitadores para fazer o CAR

Começaram no dia 6 de janeiro, as inscrições para a quinta edição do Curso de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCar), realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a Universidade de Lavras.

O curso tem como objetivo capacitar facilitadores para a inscrição de imóveis rurais no CAR, prioritariamente dos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, dando continuidade às ações de fomento e apoio à implementação da Lei nº 12.651/2012, o Novo Código Florestal Brasileiro.

O curso tem duração de quatro semanas, carga horária de 40 horas e previsão de início em fevereiro. O prazo de inscrição vai até 19/01. As inscrições podem ser feitas pelo site. Nesta edição do CapCar estarão disponíveis 10 mil vagas.

O CapCAR é realizado com foco na plataforma de inscrição do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SiCAR, disponibilizado pelo SFB. Não contempla, portanto, plataformas de inscrição de estados que utilizam seus próprios sistemas, sendo eles: Bahia (BA), Espírito Santo (ES), São Paulo (SP), Pará (PA), Mato Grosso do Sul (MS) e Tocantins (TO).

O curso será ministrado integralmente a distância, por meio de atividades via Internet. As aulas consistem em textos explicativos, videoaulas, exercícios de fixação e diversos tutoriais autoexplicativos. Ao todo, 30 mil pessoas em todo Brasil já participaram do curso.

Os candidatos à capacitação devem ter mais de 18 anos, ensino médio completo e conhecimentos básicos em informática, incluindo uso das ferramentas de navegação na Internet, edição de textos e ferramentas como o Google Earth.

Pré-requisitos tecnológicos – Para participar das aulas, o aluno dever ter acesso a um computador com processador Dual Core 1.33 ou equivalente,1 Gb de memória RAM, Windows 98 ou superior, com Windows Media Player versão 7 ou superior, Internet Explorer 6 ou superior como navegador padrão, caixas de som ou fone de ouvido e conexão mínima de 512 kbps, preferencialmente banda larga. O candidato também precisa ter uma conta de email para acessar diariamente.

Cadastro obrigatório - A inscrição no CAR é obrigatória para todos as propriedades e posses rurais do país. O prazo de inscrição se encera em 05 de maio de 2016. O cadastro vai permitir acesso aos benefícios e financiamentos governamentais – como o Pronaf, por exemplo – além de ser necessário para a regularização ambiental dos imóveis rurais.

 

Fonte: http://www.ibram.df.gov.br/

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Pesquisa e tecnologia contribuem para superar adversidades, diz secretário de Política Agrícola do Mapa

 


Uso de tecnologia ajuda a enfrentar alteração do clima (José de Araújo/Embrapa)

A produção e a produtividade agrícola brasileira crescem a cada safra, apesar das mudanças climáticas registradas nas últimas décadas em todo o mundo. A avaliação foi feita pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao comentar estudo da revista científica Nature.

A pesquisa, publicada na última quarta-feira (6), leva em conta 2,8 mil eventos meteorológicos extremos ocorridos em 177 país, entre 1964 e 2007. Segundo o estudo, a ameaça é tão grande que pode comprometer o abastecimento mundial de alimentos. Ainda de acordo com o levantamento, períodos de seca e ondas de calor causaram perdas de 10% na produção de grãos global.

Mesmo neste cenário, a produção agrícola mundial não sofreu impactos negativos mais acentuados. “As regiões de menor risco estão tendo enorme capacidade para suprir as áreas mais afetadas pelos fenômenos da natureza”, salienta Nassar.

O secretário reconhece, entretanto, que as mudanças têm reflexos na agricultura. “O risco de produzir alimentos está crescendo devido às altas temperaturas e às estiagens prolongadas, mas não a ponto de transformar o abastecimento em um problema.” O Brasil e os demais países da América do Sul, acrescenta, são áreas de maior aptidão agrícola e de baixo risco climático em relação às zonas rurais do restante do planeta.

Sistemas agrícolas

Nassar constata também que os sistemas agrícolas mundiais estão passando por uma ameaça, embora não haja comprometimento da oferta de grãos. Tanto é verdade, assinala, que os preços dos produtos agrícolas ao agricultor sofreram um processo de aumento, mas há três anos estão estabilizando ou caindo. “Ou seja, o mercado agrícola mostrou capacidade de produzir mais e aquela subida de preço já foi interrompida e está caindo, num sinal de que a produção vem sendo retomada”.

No Brasil, enfatiza Nassar, há regiões que sofrem mais com as secas e chuvas intensas, como o semiárido e o Sul. Em contrapartida, há áreas de menor vulnerabilidade aos fenômenos naturais, como o Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Com relação à estimativa de perda de 1 milhão de toneladas de soja por causa da seca que atingiu a região produtora de Mato Grosso, o secretário diz que é um problema pontual, que não acontecia desde 2005.

Para ele, a tecnologia e a pesquisa agrícola estão neutralizando parte do efeito das mudanças climáticas no mundo. “Isso permite que a produção continue crescendo de acordo com o aumento da demanda por alimentos.”

 

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/

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Direito a folga, transporte e realização de horas extras diárias. Benefícios previstos na Constituição Federal, mas que não trazem o tratamento diferenciado à atividade no campo, devido às suas peculiaridades. Para adequar os direitos trabalhistas aos trabalhadores rurais, dois projetos de lei do Senado, o PLS 208/2012 e 627/15, foram aprovados no dia 8 de dezembro na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

O PLS 208/2012 regulamenta variados aspectos do dia a dia do trabalhador rural, incluindo folga e transporte. O 627/2015 estende para todos os trabalhadores do setor a possibilidade de realização de até quatro horas extras diárias em momentos críticos da agricultura.

Para a Assessoria Jurídica da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ambos os projetos são convergentes e vem de acordo com os trabalhos promovidos pela Casa. “Somos favoráveis a aprovação dos projetos. A legislação que rege o trabalho rural, a Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973, já se ressente de certa ineficácia, sendo incompatível com os novos modos de produção agrícola”, observa o assessor jurídico da CNA, Eduardo Queiroz.

Além disso, observa Queiroz, embora a Constituição Federal tenha instituído uma igualdade formal entre empregados urbanos e rurais, há uma série de dispositivos que oferecem tratamento diferenciado aos trabalhadores, tomando como referência o meio em que realizam o trabalho.

O assessor jurídico acrescenta que é importante considerar o trabalho em ambiente rural segundo sua sazonalidade. “Determinadas épocas podem exigir um razoável prolongamento da jornada diária, a serem minuciosamente delimitadas por meio de negociação coletiva e, naturalmente, remuneradas com o acréscimo devido às horas extraordinária”, frisou.

De acordo com o senador Blairo Maggi (PR/MT), autor do PLS 208, a finalidade do projeto é dar dinamismo ao setor primário, para que mais empregos e oportunidades sejam criados. “É impossível adequar realidade urbana para a realidade rural”, afirmou.

Entre as modificações, o projeto prevê a duração de oito horas diárias de trabalho. No caso de jornada contínua superior a seis horas, o trabalhador deverá ter um descanso para alimentação e repouso, de acordo com o uso e costumes do local da prestação do serviço e com as condições climáticas adversas, que podem colocar a saúde do empregado em risco.

O texto também prevê que será permitida extensão da jornada diária do trabalho – até o limite de 12 horas - em caso de força maior ou causas acidentais, tendo por finalidade a execução de serviços inadiáveis, como nos períodos de safra, por exemplo. Além disso, o PLS 208 busca resguardar os produtores rurais que fornecem transporte a seus funcionários.

Já o PLS 627/2015, trata especificamente de disciplinar as horas extraordinárias no trabalho rural. O texto de autoria do senador José Medeiros (PPS/MT), estende para todos os trabalhadores do setor a possibilidade de realização de até quatro horas extras diárias em momentos críticos da agricultura, como plantio, colheita e períodos de chuva. A jornada de trabalho de até 12 horas diárias já vale para tratoristas e operadores de máquinas agrícolas desde a edição da Lei 13.154/2015,  que teve origem na Medida Provisória 673.

 

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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O cenário é bastante desanimador na 10ª Conferência Ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), que será realizada até esta sexta (18) em Nairóbi, no Quênia. Na pauta permanece a negociação da Rodada Doha, focada na temática do desenvolvimento.

Após pequenos, mas importantes, avanços na última Conferência Ministerial em Bali, esperava-se concluir a rodada logrando conquistas principalmente na área de agricultura. Porém, em sua primeira conferência na África, o provável fracasso demonstrará certo simbolismo.

Ainda é evidente a desigualdade na balança de poder na negociação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Sem os avanços esperados nas tratativas em agricultura, o comércio agrícola continuará a ser regido por regras internacionais de interesse somente dos países desenvolvidos.

Na falta de resultados da Rodada Doha, eles avançam na criação de novas regras por meio de mega acordos regionais que prejudicarão ainda mais o acesso a bens agrícolas dos países em desenvolvimento.

Nesse contexto, onde se encaixa o Brasil e a agricultura brasileira? A posição do governo sempre foi a de buscar um pacote robusto nas negociações agrícolas, levando em consideração o potencial distorcivo das políticas de apoio doméstico e de subsídios à exportação.

No Brasil, as perdas do contínuo fracasso das negociações da Rodada Doha crescem ao tamanho da importância do agronegócio para o país. Nos últimos anos, o setor tem garantido o crescimento econômico do país e apresentado ganhos de produtividade não registrados em outras áreas da economia.

O nosso país, que se tornou uma potência agrícola por conta da competitividade e excelência dos seus produtores, fez o seu papel. Defende um tratamento sério e justo para a agricultura na OMC, organização que nasceu para trazer maior equidade nas práticas comerciais.

A agricultura é parte fundamental das economias dos países em desenvolvimento. Avanços no comércio agrícola são ferramentas para a prosperidade desses países.

Como setor privado, podemos apenas indicar o caminho. E esse caminho deve ser na direção da maior liberalização do mercado. É necessário desenvolver um mecanismo, na OMC, para monitorar as políticas agrícolas de seus membros e evitar que elas gerem grandes distorções nas trocas entre países.

É imprescindível eliminar os subsídios às exportações e os subsídios à produção de caráter desleal. A solução permanente para a questão dos estoques públicos para fins de segurança alimentar deve ser fundamentada e orientada para o mercado e para os preços internacionais, pois o uso sem racionalidade e transparência desses estoques podem causar danos potenciais aos produtores brasileiros.

Por fim, o pilar de acesso a mercados, encolhido por acordos bilaterais e regionais, precisa voltar ao âmbito multilateral para ser mais justo e universal.

Existe um caminho possível, mas a falta de vontade política e de compromisso dos membros da OMC traz desalento às expectativas. As previsões indicam que o sistema multilateral de comércio, se milagres não ocorrerem, entregará na África nada mais nada menos do que a mesma história de sempre.

 

*JOÃO MARTINS DA SILVA JUNIOR, 74 , produtor rural, é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA.

Artigo publicado no Jornal Folha de S. Paulo:http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/12/1720006-mais-do-mesmo-na-omc.shtml

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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Por *Rui Prado

A imagem do agricultor e do criador de animais que costumávamos ver na metade do século passado em Mato Grosso, de homens que contavam quase que essencialmente com as benesses da natureza para dar seguimento à sua atividade, vem abandonando cada vez mais o imaginário popular. Em contrapartida, a adoção de pesquisas, o acompanhamento de dados e resultados e o emprego de mais e mais tecnologia são práticas que traduzem o que é, hoje, o ofício da agropecuária. E Mato Grosso é exatamente o espelho desta realidade, um Estado que vive a vanguarda da agricultura e de uma pecuária superprodutiva sem a necessidade de abertura de novas áreas, com o devido respeito ao meio ambiente.
 
Essa evolução do agronegócio, que a muitos parece uma trajetória natural, só foi possível a partir do empenho de homens e mulheres que militaram arduamente em prol de um setor cada vez mais arrojado, que se calcou em ciência, estudos e muito trabalho. Esses homens e mulheres fizeram, em sua maioria, parte do processo embrionário e da consolidação da principal entidade representativa do produtor rural no Estado, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a Famato, que completa meio século de atividade neste ano. Mas não para por aí!
 
Sem querer, de forma alguma, minimizar a importância de todos os demais braços e frentes de trabalho da entidade ao longo dos seus 50 anos de atuação, quero aqui dar destaque àquele que considero o “filho” mais bem-sucedido e exemplar do Sistema Famato, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Imea. Iniciado timidamente na década de 1990, com a pretensão de ser um departamento de economia dentro da instituição, o Imea é apontado hoje como uma das principais organizações produtoras de conhecimento estatístico sobre agronegócio de todo o mundo, respeitado por entidades e produtores rurais das mais variadas partes.
 
Não há desenvolvimento sem conhecimento e é justamente a partir desta máxima que atuam os pesquisadores, analistas e estudiosos do Imea, cujas informações orientam e ditam os rumos mais acertados do setor produtivo mato-grossense - uma potência que, não fossem os percalços logísticos e a falta de um olhar mais prestigiado do poder público, dominaria a produção mundial de alimentos.
 
Assim como a evolução do homem do campo em Mato Grosso, o Imea evoluiu muito e está à frente de um processo de transformação que esperamos para dentro dos próximos 50 anos, que é ampliar e fomentar aquilo que chamo de “agrointeligência”. A partir das informações, dos dados e do conhecimento adquiridos pelo instituto com base na vivência do produtor rural, será possível criar e implantar estratégias ainda mais tecnológicas objetivando resultados que persigam a eficiência plena. Isso não quer dizer que o agricultor e o pecuarista não esperem mais as benesses que a natureza provém, mas poderão fazê-lo de uma forma muito melhor calculada, com instrumentos que podem garantir precisão nas tomadas de decisão fundamentais para o sucesso dos negócios e, consequentemente, do Estado.
 
Tenho muito orgulho de ter participado desse processo de fomento à informação estatística que o Imea realiza, essencial à qualidade do produto do campo. A Famato, entidade que presido pelo segundo mandato, foi a primeira no país a criar um instituto de levantamento de dados econômicos, medida preponderante para tornar Mato Grosso o maior produtor agropecuário do país. E trabalhar com as perspectivas de futuro, com a projeção de informações é seu foco rumo ao primeiro século de existência. Que venham os próximos 50 anos!   
 
*Rui Prado é veterinário, produtor rural e presidente do Sistema Famato/Senar
 
Fonte: Canal do Produtor
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Lideranças participam da audiência pública na Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei 1.016, de 2015, que propõe alterações na Lei nº 5.550/1968 para definir as atribuições dos Zootecnistas, de autoria da deputada Júlia Marinho (PSC-PA), vem provocando acaloradas discussões entre engenheiros, agrônomos e médicos veterinários, enquanto os parlamentares integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, buscam um consenso para decidir se arquivam ou dão seguimento ao PL.

Para tratar do assunto, foi realizada na última quinta-feira (22) audiência pública na referida Comissão, com a presença de lideranças da área profissional e do Sistema Confea/Crea e Mútua. Entre elas, o presidente da Mútua, Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, a vice-presidente do Confea Ana Constantina Sarmento, o presidente do Crea-DF Flávio Correia de Sousa, o presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab) e 1º vice-presidente eleito da Associação Mundial de Engenheiros Agrônomos (WAA/AMIA), Ângelo Petto Neto, e ainda os conselheiros federais Lúcio Ivar do Sul, Afonso Bernades, Romero Peixoto, Paulo Laércio Vieira, Paulo Roberto Viana, Gustavo Braz, José Borges Araújo, Célio Moura, João Francisco dos Anjos, Mário Amorim e Antônio Carlos Albério, além do conselheiro José Geraldo Baracuhy, que representou e falou em nome do presidente do Confea, José Tadeu da Silva. Baracuhy disse que “há mercado de trabalho para todos” e defendeu que para a continuidade do crescimento da agropecuária brasileira é preciso que essas três áreas trabalhem juntas. “É o mercado que deve dizer quem tem competência para atuar nas atividades das três profissões”, afirmou, taxativo, o conselheiro.


O presidente da Mútua, Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, a vice-presidente do Confea Ana Constantina Sarmento e o presidente do Crea-DF, Flávio Correia de Sousa acompanham os trabalhos.

Presidida pelo deputado Ivair de Melo (PV-ES), a audiência teve a participação de profissionais e estudantes que ouviram as ponderações apresentadas por Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária; Emílio Mouchrek Filho, diretor da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil; Elizeu de Brito, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca, e Célia Regina Carrer, professora da Universidade de São Paulo.

Contra o PL, médicos veterinários e agrônomos recorreram a números que dão conta do crescimento da agropecuária no Brasil – só o agronegócio responde por 46,4% das exportações nacionais e somam 215 milhões de cabeças o gado bovino, por exemplo. A favor do PL, foi apresentada pela professora Célia, que também trouxe números: 107 cursos reconhecidos, 79% deles instituições de ensino público, e 6.400 vagas anuais à disposição de candidatos vestibulandos. Para a professora, “os zootecnistas não querem tirar atribuições de ninguém, querem apenas ser reconhecidos como profissionais especializados”.

Além de números, leis e decretos dos mais antigos aos mais recentes foram lembrados por quem se posiciona a favor e contra. “As partes interessadas devem se reunir, chegar a um consenso e trazer à comissão uma proposta que atenda agrônomos, zootecnistas e médicos veterinários, para que o PL tenha andamento”, aconselhou Valdir Colato (PMDB-SC), com base em audiências públicas anteriores, onde as discussões não encontraram um senso comum.

 

Fonte: Acme.

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Kátia Abreu está em viagem oficial à Rússia, onde se reúne com o Brics

Em viagem oficial à Rússia, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apresentou o programa do Mapa de mobilidade social no campo ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). A ministra se reuniu nesta quarta-feira (7) com o presidente da entidade, Kanayo Nwanze, em Moscou.
 
O Fida buscou interlocução com o governo brasileiro para tratar da revisão do plano de atuação no Brasil entre 2016 e 2021. Uma das prioridades do novo programa da entidade é o desenvolvimento rural e a redução da pobreza, com foco na cooperação Sul-Sul e em parcerias estratégicas. A ministra está na capital russa para participar da Reunião dos Ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário do Brics (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Kátia Abreu afirmou que o Mapa está implementando o programa “Oportunidade: Mobilidade Social no Campo”, cujo objetivo é dobrar a atual classe média rural brasileira por meio de qualificação, extensão rural e estímulo ao associativismo, em busca do aumento da renda dos pequenos produtores. “Não existe nenhuma receita mágica para que as transformações ocorram, as receitas são muito simples. As soluções simples são mais eficazes”, destacou a ministra.

 
Organização

Nwanze disse que o programa de ampliação da classe média é “ambicioso, mas necessário”. “Soa como música para os meus ouvidos o que vocês pretendem fazer com os agricultores mais pobres, que precisam, sim, estar organizados, com poder de negociação. A organização é a parte central da nossa organização”, assinalou o presidente da entidade, após Kátia Abreu afirmar que um dos focos do programa é corrigir imperfeições de mercado enfrentadas pelos pequenos produtores.

A ministra acrescentou que o Oportunidade é adaptável a qualquer lugar do mundo, inclusive à África, um dos focos de atuação do Fida. “O importante é treinar os técnicos para aprenderem e irem até as propriedades para transmitir conhecimento e tecnologia aos produtores, estejam eles no Brasil, estejam em um país africano.” 
 
Kátia Abreu está na Rússia acompanhada do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (FAERN), José Vieira, e da secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, e do secretário de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho.

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/

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O Brasil nasceu para ser um país agrícola. Sua localização geográfica, suas terras cultiváveis e seu clima colaboram com as mais variadas culturas. Nossa produção no setor é grande o bastante para atender grande parte das demandas mundiais por alimentos. No período de 2014/2015 a safra esperada de grãos deve ser na ordem de 206 milhões de toneladas. Mas apesar de todo esse potencial, a questão da logística e infraestrutura das exportações requer atenção, principalmente no que se refere ao escoamento da produção de milho e soja. “Em 2014 tivemos um déficit de capacidade de embarque desses grãos em 64 milhões de toneladas. Se continuarmos com essa velocidade produtiva, mas sem melhorias em nossos transportes, principalmente nos portos, vamos ter todo esse potencial jogado fora”, afirmou Luiz Fayet, consultor de logística e infraestrutura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e membro da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Luiz Fayet explicou que no Brasil, o agronegócio nasceu e se desenvolveu no Sul do País. Mas, com a ocupação de praticamente todas as áreas disponíveis localmente, migrou para o Centro-Norte/Nordeste e o Centro-Oeste, alterando a geografia da produção. Com isso, passou a ocupar regiões desprovidas de infraestrutura terrestre adequada e sem capacidades portuárias para consolidar os novos corredores, deixando-se de considerar o potencial hidroviário com vistas a reduzir os custos de exportação. “Assim, o problema mais grave é o Apagão Portuário. Não escoamos nossa produção pelas rotas mais racionais, que seriam as do chamado Arco Norte – portos de São Luís, Belém, Macapá, Santarém e Itacoatiara. Nossa produção rola rumo aos portos do Sul e do Sudeste”, frisou.
O consultor ressalta que à medida que o agronegócio foi subindo para as novas fronteiras, os custos logísticos da porteira do produtor até um porto de embarque para exportar foram encarecendo. Hoje, equivalem a quatro vezes mais que os custos argentinos e norte-americanos. “Tudo em função da falta de infraestrutura. Se houvesse uma racionalização nesses custos, poderíamos botar no bolso de um produtor de soja ou de milho dessas áreas uns R$ 4,00 a mais por saca”, completou.
O Secretário Executivo da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Nunes, acrescentou que esses altos custos roubam a competitividade da produção. “Por isso é preciso mais alternativas e crédito nessa área”, disse.
Para o gerente de transporte e logística do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Edson José Dalto, a questão da logística sempre foi o “patinho feio” do agronegócio. Ele explicou que como a fronteira agrícola esta em expansão, o modo rodoviário é crescente, mas ineficiente. Dalto comparou dois dos principais produtores de grãos: Brasil e Estados Unidos. A distância que o nosso País percorre da porteira até o porto são grandes ou médias e conseguem transportar 53% da produção de grãos. Na mesma proporção, os Estados Unidos conseguem 60%. “O transporte brasileiro rodoviário é mais barato no Brasil do que nos Estados Unidos, mas é ineficiente”.
Edson José Dalto observou que o BNDES cresce anualmente em 15% os desembolsos em logística. De 2003 a 2014 foram aprovados 194 projetos aprovados, com 140 bilhões de reais com financiamento de R$ 63 milhões do Banco. De 2015 a 2018, a previsão é que o BNDES financie R$ 69,2 bilhões. A partir de 2019, serão 129,4 bilhões. Os números e os debates sobre o desenvolvimento da agropecuária brasileira ocorreram durante o seminário Financiamento da Agropecuária, realizado na quinta e sexta-feira passada, e discutiu assuntos de importância para o setor, em Brasília, no Hotel Kubistheck Plaza e foi organizado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

Fonte: CNA

 

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A agricultura brasileira começa viver a terceira revolução. A primeira foi a chegada do plantio direto nos anos 1970. O produtor teve seus custos diminuídos e deixou de agredir o solo anualmente com a remoção da terra.
A segunda foi a adoção do plantio de milho no inverno, a chamada safrinha. Criou-se uma renda para um período em que boa parte da terra ficava sem cultivo.
Agora o país adota a terceira revolução, constituída por uma integração entre lavoura, pecuária e floresta.
"É uma otimização do uso dos ativos que o produtor têm", diz Paulo Herrmann, presidente da John Deere e entusiasta dessa nova fase.
O processo ainda está no começo e exige investimentos, mas quem já o adota sente os efeitos na renda.
Quem está na lavoura terá de aprender a ser pecuarista. Já os pecuaristas também não terão uma vida fácil ao ter de conviver com os desafios da produção de grãos.
Cresce ainda mais a dificuldade para os que incorporarem floresta na integração.
O resultado, no entanto, compensa, segundo Flávio Wruck, da Embrapa, empresa que tem conduzido as pesquisas nessa nova fase da agricultura brasileira.
Jorge Pires foi um que, pecuarista, se lançou na produção de grãos. Está promovendo uma revolução na fazenda Rio do Sangue, em Brasnorte (MT). Os desafios são grandes, a começar pelos cem quilômetros de estradas da propriedade. Onde antes passavam só bois, agora passam também colheitadeiras de grande porte, que exigem estradas planas e conservadas.
A integração traz novos horizontes, diz Pires. Antes com um olhar apenas voltado para o gado, ele tem de se preocupar com a produção de grãos, armazenagem, trabalhadores com um perfil mais qualificado e até a industrialização da ração, grãos produzidos na própria fazenda.
Lycurgo Iran Nora, consultor da fazenda, diz que a utilização da própria matéria-prima nesse processo evita o passeio de grãos saindo da propriedade e o de outros insumos entrando para a alimentação do gado.
José Constantini, da fazenda Malanda, também um pecuarista da região de Brasnorte que aderiu à lavoura, diz que esse novo sistema permitiu um ganho de produtividade tanto na pecuária como na lavoura. Hoje produz o dobro de há três anos, diz ele.
"Além do aumento de produtividade, esse novo sistema traz fluxo de caixa."
Agora nas duas atividades, Pires avalia que o pecuarista é estritamente tradicional. Sem endividamento, mas com pouco avanço na atividade. Já a agricultura tem um ritmo dinâmico, até pela disponibilidade de mais equipamentos para a atividade.
Ele alerta, no entanto, para o fato de o produtor precisa investir em um projeto empresarial que seja rentável, sustentável e social. "O produtor precisa estar o mais próximo possível da eficiência e da competitividade."

TÉCNICA
Para Wruck, o ideal é o produtor inicialmente desenvolver essa nova atividade em pequenas áreas, para aprender a técnica. Os custos iniciais dessa integração podem superar R$ 2.000 por hectare, dependendo da terra.
Nora destaca o avanço que a pecuária teve na genética e no controle sanitário. Mas a alimentação é essencial para o desenvolvimento do gado.
E esse sistema desenvolve bem a parte da alimentação, permitindo, inclusive, que a ocupação da pastagem intensiva suba de apenas 1,2 gado por hectare para 7 nesse novo sistema de integração.
"Entramos na fase do boi safrinha, cuja produtividade pode aumentar próximo de 14 arrobas por hectare, dependendo do nível tecnológico da fazenda", diz Wruck.
Para Herrmann, "agora podemos fazer duas safras de grãos e uma de boi [ao ano]".
Mas investir em algumas regiões ainda exige coragem. Gargalos que poderiam ser resolvidos de maneira simples se arrastam por anos.
Pires cita a dificuldade na obtenção de energia elétrica, o que facilitaria a secagem de grãos e até a industrialização na fazenda.
Duas linhas de alta tensão passam sobre a fazenda, mas ele ainda não tem acesso a essa energia.

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/

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