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Produtividade vai cair a menos que sejam criadas novas variedades de cultivo

O rendimento da agricultura cairá na próxima década devido às mudanças climáticas, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para acelerar a introdução de variedades novas e melhoradas de vegetais, de acordo com um estudo a Universidade de Leeds, Reino Unido, publicado nesta segunda-feira pelo periófico científico “Nature Climate Change”.

O levantamento concentra-se sobre a produção do milho na África, mas os processos analisados também influenciam outras culturas comuns nos trópicos.

Na África, o aumento gradual das temperaturas, das secas e ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas provocarão um impacto enorme sobre o milho — alerta o autor principal do estudo, Andy Challinor. — Analisamos particularmente o efeito da temperatura sobre a duração da colheita, desde o início de seu cultivo. As temperaturas mais altas significam durações mais curtas e, portanto, menos tempo para acumular biomassa e obter um bom rendimento.

Uma nova variedade de culturas precisa de dez a 30 anos para se estabelecer e ser adotada por agricultores. Considerando a velocidade com que as mudanças climáticas chegam ao campo, a produção de alimentos está seriamente ameaçada. Para ilustrar esta situação, os pesquisadores traçaram três cenários sobre os sistemas de colheita — um otimista, um pessimista e um intermediário.

Os cientistas descobriram que a duração do cultivo se tornará significativamente menor já em 2018 em alguns locais e em 2031 na maioria das regiões de cultivo de milho na África. Apenas a avaliação mais otimista — onde há uma ação conjunta de políticas, mercados e tecnologia em busca de fazer novas variedades em dez anos — mostrou culturas acompanhando a evolução das temperaturas até 2050.

De acordo com o estudo, o investimento em desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias para produção de sementes é um dos principais mecanismos para confrontar as mudanças climáticas. Este, afirma o levantamento, é o mecanismo necessário para garantir a segurança alimentar global.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/

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A safra mundial de arroz beneficiado deve chegar a 480,72 milhões de toneladas, de acordo com relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O número representa aumento em relação à safra 2014/15 (478,73 milhões de toneladas) e 2015/16 (470,89 milhões de toneladas).

“Conclusão: o Mundo está com uma previsão de safra cheia para o Arroz em 16/17”, afirma o economista e produtor Gilberto Pilecco. Ele destaca ainda algumas particularidades do último reporte do órgão oficial norte-americano.

“Na Índia, as chuvas acima do normal no mês de maio encorajou os produtores, mas a maioria vai aguardar as monções mais consistentes para o plantio generalizado. Em Bangladesh iniciou o preparo das terras para as culturas de verão. No leste da China, as chuvas de maio auxiliaram o estabelecimento das culturas de verão, principalmente milho e soja. No sul as chuvas fortes estão beneficiando a produção de arroz e no norte está desfavorável ao amadurecimento do trigo de inverno”, detalha.

Pilecco aponta ainda que no sudeste asiático as chuvas foram consideradas “tardias para a primeira metade do arroz, mas encorajadoras para a segunda metade. Na Tailândia, Vietnã e arredores como nas Filipinas as chuvas são animadoras e na Indonésia supriu a capacidade de irrigação para o arroz na estação seca”.

 

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

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Por Maurício Antônio Lopes*

Um grão, muita tecnologiaSe questionado, qualquer um de nós é capaz de lembrar que a soja, essa planta do Oriente que se tornou estrela da agricultura brasileira, além de rações animais, nos dá o óleo de cozinha, temperos como o "shoyu", a margarina e o "tofu". Uns poucos de nós sabem que ela é o "petróleo verde", que fornece componentes para a fabricação de milhares de outros produtos, como cosméticos, medicamentos, adesivos, adubos, shampoo, esmalte, sabonete, espumas, fibras, velas, plásticos, lubrificantes, desinfetantes, inseticidas, têxteis e biodiesel. Talvez a tinta de impressão deste jornal que você lê tenha componentes da soja, que já substituem com vantagem derivados do petróleo.

 
Mas nada disso estava pronto na natureza. Produzir essa riqueza exigiu uma jornada dentro do tempo e da ciência, que teve início há mais de sete mil anos, na Ásia, quando a soja era ainda uma planta selvagem e sem uso como alimento até alcançar o apogeu nas Américas. De sua domesticação na China à fantástica trajetória de expansão nas lavouras dos Estados Unidos, Brasil e Argentina, seu cultivo recebeu gigantesco aporte de conhecimentos e tecnologias para que se adaptasse a uma enormidade de ambientes e usos, tornando-a um dos principais propulsores do desenvolvimento econômico e social e vetor de crescimento das nossas principais regiões agrícolas.
 
Na base dessa façanha está a capacidade de domesticar plantas selvagens, adquirida pelo homem nos últimos dez mil anos. Usando tentativa e erro, plantas com características desejáveis foram escolhidas, seus genes mesclados, as novas plantas selecionadas e moldadas às necessidades humanas. Isto permitiu a domesticação dos grãos, frutos e raízes que são a base da nossa alimentação. Com o extraordinário avanço do conhecimento em genética, estatística e fisiologia, os cientistas ampliaram a capacidade de criar plantas mais produtivas, capazes de brotar e produzir em menos tempo, mais resistentes a insetos, doenças, seca, calor e umidade, e com melhor qualidade nutricional.
 
No caso da soja, isso exigiu que se modulasse a expressão dos mais de 45 mil genes que controlam o seu desenvolvimento, melhorando sua capacidade de transformar CO2, água, luz solar e nutrientes em carboidratos, óleos, proteínas e inúmeros outros componentes essenciais à agroindústria moderna. De uma produção de grãos irrisória, no início do século XX, a soja chegou aos dias de hoje produzindo a média de 3 toneladas por hectare e recordes de produção superando 8 toneladas por hectare. No Brasil, o acervo de conhecimentos e tecnologias incorporados nesse cultivo permitiu que, de um quase nada nos anos 1960, se alcançasse 99 milhões de toneladas na safra corrente.
 
Sem dúvida, o avanço tecnológico mais fascinante da soja é a sua adaptação ao mundo tropical, processo liderado por cientistas da Embrapa e de universidades brasileiras. Até os anos 1960 seu cultivo estava confinado apenas ao Sul do Brasil, de clima temperado, com dias curtos e noites longas, iguais aos da sua região de origem, na Ásia. Hoje, com alterações genéticas e tratos culturais específicos, ela cresce saudável em qualquer lugar do país, até mesmo acima da linha do Equador. A soja moderna também se tornou muito eficiente na simbiose com bactérias que capturam o nitrogênio da atmosfera, o processam e o fornecem às suas raízes, outra inovação disseminada pela Embrapa. Assim, a agricultura brasileira economiza todo ano cerca de 5 bilhões de dólares, que seriam gastos se a soja precisasse receber nitrogênio via adubos químicos.
 
A biotecnologia moderna, fundamentada na biologia molecular, na biologia celular e na engenharia genética tem produzido profundas mudanças no desenvolvimento de novas variedades de soja. Plantas modificadas para resistência a herbicidas e insetos já ocupam mais de 90% da área cultivada no Brasil. Além disso, a nova tecnologia de edição de genomas, denominada CRISPR-Cas9, promete revolucionar a ciência da modificação genética, sem necessidade da transgenia, ou transferência de genes de um organismo a outro.  Com essa técnica será em breve possível editar o genoma, como se edita um texto, removendo ou alterando partes do DNA da própria planta para modular características desejáveis.
 
Portanto, quando alguém se referir à agricultura de commodities, como a soja, como algo atrasado e de baixa tecnologia, reflita. Conforme nos mostra a história da soja, nada é mais avançado que a vida transformada pelo conhecimento para atender às necessidades da sociedade e da natureza. O grão dourado expressa sete mil anos de conhecimento humano e mobiliza um arsenal tecnológico que molda os setores agroalimentar e agroindustrial em todo o mundo. E o seu sucesso aguça a grande vocação do Brasil, de se tornar o maior país agrícola do mundo.
 
(*) Maurício Antônio Lopes , Presidente da Embrapa

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio começou 2016 em alta, com crescimento de 0,47% em janeiro, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi puxado pela cadeia produtiva da agricultura, que teve elevação de 0,7% no período, enquanto a pecuária registrou queda de 0,03%. Entre os segmentos analisados, todos tiveram variação positiva, com destaque para o setor primário, que subiu 0,69%, seguido por insumos (0,38%), indústria (0,38%) e serviços (0,37%).

No segmento primário (dentro da porteira), a agricultura teve expansão de 1,22%, por conta da alta das cotações e do crescimento da produção, que elevaram o faturamento de várias culturas. Os itens que tiveram as maiores altas em receita foram: algodão (24,78%), banana (13,55%), cacau (27,33%), café (10,60%), cebola (5,91%), feijão (7,21%), laranja (15,24%), mandioca (4,11%), milho (34,25%), soja (24,63%), tomate (72,63%) e trigo (16,71). Para a pecuária, o comportamento foi estável, em 0,04%. A leve alta é justificada pela subida nos preços do frango, ovos e leite.

O PIB da agroindústria cresceu 0,38% em janeiro, levado pelo segmento agrícola, que subiu 0,47%, uma vez que o pecuário teve retração de 0,22%. O resultado decorre da alta de preços da agroindústria de processamento vegetal, que atingiu elevação nos preços de 9,7% em relação a janeiro de 2015, compensando a queda de produção. Destaque para os setores de celulose e papel, etanol, café, açúcar e óleos vegetais. Na pecuária, o único que teve variação positiva foi o de laticínios, com leve alta de 0,05%. As indústrias de calçados e abate de animais tiveram decréscimo de 0,88% e 0,27%, respectivamente.

Do lado dos insumos, que tiveram o mesmo desempenho das indústrias (alta de 0,38%), o desempenho foi impulsionado pela disparada do dólar, que impactou os produtos mais dependentes de importações, como os fertilizantes. O segmento de serviços do agronegócio, que compreende a comercialização e a distribuição dos produtos agropecuários e industriais, apresentou alta de 0,37% no faturamento, por conta mais uma vez da agricultura (0,58%), considerando que o pecuário recuou 0,08%.

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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Existem três datas para comemorar o dia do solo: 15 de abril (Dia Nacional da Conservação do Solo); 22 de abril (Dia Internacional da Mãe Terra) e 5 de dezembro (Dia Mundial do Solo). As três nos levam a pensar sobre como tratamos a terra.

O Dia Internacional do Solo foi estabelecido durante o XXVII Congresso Mundial de Ciência do Solo, em Bangkog, Tailândia, em 2002, pela Sociedade Internacional de Ciência do Solo (IUSS). Foi escolhido o dia de 5 de dezembro como homenagem ao Rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, em função de sua dedicação em promover a ciência do solo, enfatizando a conservação do solo como uma questão ambiental.

A outra data, o Dia Internacional da Mãe Terra, foi criada nos Estados Unidos pelo Senador Gaylord Nelson, falecido em 2005, e depois extendida para quase todos os países. O objetivo principal desse dia é conscientizar sobre a necessidade da preservação e conservação dos recursos naturais.

E no dia 15 de abril comemoramos o Dia Nacional da Conservação do Solo, conforme a promulgação da Lei Federal n. 7.876, de 13/11/1989. A escolha dessa data foi em homenagem a Hugh Hammond Bennett, o pai da conservação do solo nos Estados Unidados. Esse dia propõe uma reflexão sobre a conservação dos solos e a necessidade da utilização adequada desse recurso natural.

FAO: 33% dos solos do mundo estão degradados
Mesmo com três datas em sua homenagem o solo ainda sofre. Relatório da FAO- Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (leia aqui) lançado em dezembro em Roma, com participação da equipe da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), revela que 33% dos solos do mundo estão degradados por erosão, salinização, compactação, acidificação e contaminação. Entre outros prejuízos, como selamento da terra – que agrava as enchentes – e perda de fertilidade, os solos degradados captam menos carbono da atmosfera, interferindo nas mudanças climáticas. Por outro lado, quando gerido de forma sustentável, o solo pode desempenhar um papel importante na diminuição das alterações climáticas, por meio do sequestro de carbono e outros gases de efeito estufa.

"Status of the World's Soil Resources"  reúne o trabalho de cerca de 200 cientistas do solo de 60 países. A pesquisadora da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Mendonça, faz parte do conselho editorial e pesquisadores de outros centros de pesquisa da Empresa também participaram da publicação.

Somente a erosão elimina 25 a 40 bilhões de toneladas de solo por ano, reduzindo significativamente a produtividade das culturas e capacidade de armazenar carbono, nutrientes e água. Perdas de produção de cereais devido à erosão foram estimadas em 7,6 milhões de toneladas por ano. Se não forem tomadas medidas para reduzir a erosão, haverá a diminuição total de mais de 253 milhões de toneladas de cereais em 2050. Essa perda de rendimento seria equivalente a retirar 1,5 milhão de quilômetros quadrados de terras na produção de culturas - ou cerca de toda a terra arável da Índia.

Na América Latina o cenário também é preocupante. "Cerca de 50% dos solos latinoamericanos estão sofrendo algum tipo de degradação. No Brasil, os principais problemas encontrados são erosão, perda de carbono orgânico, e desequilíbrio de nutrientes", explica Maria de Lourdes.

Os solos brasileiros também sofrem com a salinização, poluição, acidificação. "A agricultura familiar retira mais nutrientes do solo do que repõe. Isso acontece porque falta conhecimento mais detalhado do solo e políticas públicas para que o pequeno produtor possa fazer o manejo adequado da terra", aponta a pesquisadora. Segundo ela, o Brasil é o país que mais possui áreas que podem ser incorporadas à agricultura, porém precisa avançar na adoção de práticas sustentáveis na produção de alimentos e no conhecimento dos solos. "Possuímos tecnologias que promovem a agricultura sustentável, mas elas precisam ser mais adotadas pelos produtores, tais como o plantio direto, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e a fixação biológica de nitrogênio, por exemplo. No entanto, somente com o conhecimento detalhado dos solos é que será possível dar suporte ao crescimento dessa agricultura sustentável", informa Maria de Lourdes. Até 2030 será necessário aumentar a produtividade mundial de alimentos em 60% para suprir a população que somará 8,5 bilhões de pessoas.

"A perda de solos produtivos prejudica gravemente a produção de alimentos e a segurança alimentar, amplifica a volatilidade dos preços dos alimentos e, potencialmente, mergulha milhões de pessoas à fome e à pobreza. Mas o relatório também oferece evidências de que essa degradação pode ser evitada, "disse Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva.

O relatório constata que as mudanças climáticas - foco da conferência das Nações Unidas COP21 em Paris - é mais um forte motor da mudança do solo. Temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos relacionados, tais como secas, inundações e tempestades impactam diretamente na quantidade e fertilidade do solo.  As alterações no clima também têm reduzido a umidade e esgotando as camadas de solo rico em nutrientes. Também têm contribuído para um aumento na taxa de erosão do solo e recuo da costa, proporcionando o avanço do mar cada vez maior.

A acumulação de sais no solo reduz o rendimento das culturas e pode eliminar completamente a produção vegetal. Salinidade induzida por humanos afeta um número estimado de 760.000 quilômetros quadrados de terra em todo o mundo - uma área maior do que toda a terra arável no Brasil. No País, a área mais afetada pelo problema é o Nordeste, geralmente provocada por irrigação em áreas impróprias.

Por fim, a acidez do solo é um grave obstáculo à produção de alimentos em todo o mundo. Os solos mais ácidos do mundo estão localizados em áreas da América do Sul que sofreram desmatamento e agricultura intensiva.

 

Fonte: https://www.embrapa.br/

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De acordo com a Universidade de Purdue (Indiana/EUA), a não utilização de transgênicos na agricultura provocaria o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera. Isso porque seria necessário compensar a perda de produtividade com uma ampliação massiva da área cultivada, provocando maior desmatamento e gerando ainda forte inflação sobre os preços dos alimentos.

Os cientistas norte-americanos decidiram simular as consequências de proibir o cultivo de OGMs (organismos geneticamente modificados). Na sua pesquisa, os especialistas analisaram os dados já existentes sobre o tema. Compararam ainda o resultado de colheitas convencionais, e projetaram o que aconteceria com a economia e o meio ambiente se fossem usadas para substituir os transgênicos.

Em 2014, aproximadamente 18 milhões de agricultores de 28 países cultivaram cerca de 181 milhões de hectares com cultivos de OGM. Os pesquisadores concluíram que, se fossem substituídas por plantações convencionais, a colheita de milho diminuiria 11.2%, a soja 5.2% e o algodão 18.6%.

Para compensar essa perda de produtividade, teriam de ser desmatados mais 102.000 hectares apenas nos Estados Unidos, chegando a 1,1 milhão de hectares no mundo inteiro. Em consequência da redução de área florestal, aumentariam as emissões de gases de efeito estufa.

Isso sem contar o aumento generalizado de preços. O estudo da Universidade de Purdue calculou que o preço do milho aumentaria em 28%, enquanto a soja em 22%. Isso acarretaria em uma inflação anual sobre a comida na ordem de 1% a 2%, encarecendo entre 14 e 24 bilhões de dólares o gasto com alimentação apenas nos EUA.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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O Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012) estabelece que o proprietário de imóvel rural que não aderir ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) até o prazo de 5 de maio, deste ano, deve enfrentar problemas para garantir os benefícios definidos pela Lei, além da proibição de acesso ao crédito agrícola a partir de 28 de maio do próximo ano. Fica, ainda, impossibilitado de aderir ao Programa de Recuperação Ambiental-PRA, quando existir passivo ambiental.

Ao mesmo tempo, o proprietário inscrito no CAR, dentro do prazo legal, tem previstas vantagens. A suspensão de novas multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização ambiental e a conversão das multas pecuniárias referentes à supressão irregular de vegetação em Área de Preservação Permanente-APPs, Reserva Legal-RLs e Área de Uso Restrito AURs são algumas delas. A adesão ao Cadastro também permite que o produtor continue ocupando áreas de APPs e flexibiliza a recuperação das RLs.

Contudo, no preenchimento do formulário devem ser evitadas inconsistências, que poderão ser tratadas pela legislação ambiental como ilícito administrativo e criminal. Nesses casos, haverá transtornos para o proprietário, no momento da aferição dos dados fornecidos pelos órgãos ambientais responsáveis, na validação das informações inseridas no Cadastro.

Legislação rigorosa
A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), em vigor, define que destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção é considerado crime. Da mesma forma que cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação. Neste casos, a Lei estabelece multas como punição. O Código Florestal suspende a punibilidade e a aplicação destes dispositivos condicionando à adesão ao PRA. O não cumprimento do prazo estabelecido, ou seja, 5 de maio de 2016, permitirá aplicação das sanções administrativas e criminais previstas naquela Lei.

Para o Coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, o proprietário rural que cumprir o prazo de adesão ficará mais tranquilo. Por exemplo, se o produtor tiver passivo ambiental, com o CAR, passa a ter a garantia de manutenção das residências e infraestrutura nas beiras dos cursos d’água. E, também, das atividades de reflorestamento e “demais culturas lenhosas, perenes ou de ciclo longo nas inclinações acima de 45°, topos de morro, bordas de tabuleiro e campos de altitude”. O produtor poderá, ainda, manter atividade agropecuária extensiva nas encostas superiores a 45°, bordas de tabuleiros ou chapadas, além de topos de morro, em áreas campestres naturais ou já convertidas.

Reservas Legais
No caso das Reservas Legais (RLs), segundo explica Nelson Ananias, a legislação dispensa a necessidade de averbação da RL em cartório de registro de imóveis, desobriga pequenos imóveis (de até 4 módulos fiscais) da necessidade de o proprietário fazer a recuperação da Reserva,  além de simplificar o processo de identificação e registro da área.

Para todas as propriedades que não possuírem área suficiente para cumprir sua RL, o produtor tem facilidade para regularizá-la mediante recuperação, regeneração ou compensação, que pode ocorrer até mesmo fora do estado onde a propriedade está instalada, desde que no mesmo bioma. A norma permite também a recomposição com até 50% de espécies exóticas, aumentando a possibilidade do produtor rural obter renda na reserva. Tudo isso se a adesão ao CAR ocorrer dentro do prazo legal, previsto para o dia 5 de maio de 2016.

Atenção
A CNA entende a necessidade de prorrogar o prazo de inscrição no CAR para fins de garantia dos direitos de consolidação e recuperação previstos nas medidas transitórias da Lei 12.651/12 e busca dialogar com o governo federal para promover esta alteração na Lei. No entanto, enquanto não houver a alteração, orientamos os produtores rurais a realizar a inscrição obedecendo ao prazo para minimizar as consequências e aplicações indevidas dos seus dispositivos.

Curso do SENAR
Com o objetivo de permitir que os proprietários de imóveis rurais possam fazer a adesão ao CAR, com mais facilidade e informações detalhadas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) oferece em seu portal de educação a distância (ead.senar.org.br) um curso gratuito, ensinando o passo a passo do CAR. O curso  Cadastro Ambiental Rural é livre e pode ser feito por qualquer pessoa com 18 anos de idade ou mais.

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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Por *Hugo Monteiro da Cunha Cardoso


Provável sucessor de um negócio rural: alguma vez você já parou para pensar como seria herdar a gestão de um negócio familiar? O que você faria para dar continuidade ao negócio que o pai construiu e fez crescer? Seguiria fazendo tudo da mesma forma? Isso seria suficiente para levá-lo às próximas gerações?
 
Absorver a cultura, os valores e o amor pelo negócio criado pelo pai é essencial na etapa da transição. Entretanto, é necessário ter a percepção de que o que funcionou no ano passado até pode funcionar novamente neste ano, mas talvez não funcione no próximo. Assim, o que deu muito certo até hoje na gestão do pai, pode não ser o melhor caminho para os próximos anos. Portanto, é papel do gestor, além de reconhecer todas as coisas boas que ainda podem ser mantidas, repensar decisões anteriormente tomadas, avaliando os melhores caminhos.
 
Todo o gestor de negócio rural precisa compreender o que é o exercício da gestão. Ele deve estar sempre atento às mudanças de condições nas áreas econômicas, tecnológicas ou climáticas, repensando decisões o tempo todo. Repensar decisões e traçar novos caminhos é um exercício diário da gestão. 
 
Sabe-se que, de forma geral, grande parte do tempo de um gestor é gasto com trabalhos e tarefas de rotinas e, o diferencial está no tempo investido em planejamento. 
 
Podemos classificar as tomadas de decisão em dois tipos: as táticas e as estratégicas. As decisões táticas são aquelas pontuais, de curto prazo, que geralmente dispõe de urgência e são tomadas para que o negócio continue andando. Já as decisões estratégicas são de longo prazo, exigem planejamento e são tomadas para que o negócio prospere.
 
Nessa linha, podemos dizer que agir de forma tática significa fazer algo corretamente, com eficiência. Já atuar estrategicamente busca a eficácia, fazendo a coisa certa. Em outras palavras, a primeira faz com que o negócio continue andando e a segunda faz com que o negócio cresça e se desenvolva.
 
Decidir o preço e o momento certo para a venda de um produto são exemplos clássicos de uma decisão tática. Escolher o momento de plantar, colher e/ou vender também são exemplos de decisões táticas, no entanto, mais complexas, pois necessitam de um pouco mais de planejamento.
 
Traçar regras para as próximas gerações, através de um protocolo familiar; investir no gerenciamento de dados contábeis e financeiros; implantar um processo de governança coorporativa e a sucessão em vida são exemplos de decisões estratégicas. Nestes casos, o planejamento é fundamental. Planejar é buscar uma linha de ação, estabelecendo metas a curto e/ou a longo prazo, tendo "jogo de cintura" e percepção de que às vezes os rumos iniciais podem ser alterados por uma mudança de cenário.
 
Em suma, planejamento não é um ato fixo, imóvel, e sim um conjunto de ações variáveis, que, ainda assim, deve seguir uma sequência lógica para ser eficaz:
 
1º passo: Identificação da mudança de cenário ou oportunidade de melhoria
2º passo: Traçar uma linha de ação
3º passo: Estabelecer metas de curto e de longo prazo
4º passo: Colocar em prática o que foi planejado
5º passo: Monitorar, acompanhar o andamento
6º passo: Ajustar o que for preciso
7º passo: Voltar ao primeiro passo
 
Nota-se que o planejamento é periódico. Após o ajuste, surge uma nova ideia, que é novamente colocada em prática, devendo ser sempre acompanhada e ajustada quando o gestor perceber a necessidade.
 
Diante dessa realidade, o acompanhamento e assessoramento de profissionais multidisciplinares e capacitados nas mais diversas áreas de atuação é de grande valor para o gestor, seja ele o pai preocupado com a sucessão do negócio ou o filho sucessor que assumirá o desafio diário da gestão do negócio rural.
 
*Hugo Monteiro da Cunha Cardoso é Bacharel em Ciências Contábeis e Pós-graduando em Direito Tributário

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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 governo federal anunciou, na segunda-feira, (22/02), medidas para acelerar o processo de liberação de defensivos agrícolas, que devem beneficiar os produtores rurais. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgãos responsáveis pelos defensivos no país, fecharam um acordo para agilizar a análise e o registro destes produtos, reduzindo a burocracia.

A parceria deve ser firmada já neste mês de março e os três órgãos terão o apoio técnico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que fornecerá mão de obra para auxiliar no processo de análise e registro dos defensivos. A celeridade na liberação destes insumos é uma reivindicação antiga da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para aumentar a oferta de produtos no mercado e a disponibilidade de defensivos para culturas com suporte fitossanitário insuficiente (minor crops), que terminam sendo prejudicadas pela falta de insumos específicos.

A morosidade na liberação dos defensivos tem sido um dos principais entraves para os produtores rurais nos últimos anos. Eles dispõem de poucas marcas por conta da concentração de mercado na mão de poucas indústrias, o que acaba encarecendo os preços destes insumos e elevando o custo de produção. A falta de funcionários para a análise e o registro é outro fator que contribui para a lentidão dos procedimentos de liberação. Há processos que aguardam oito anos para serem analisados.

Com o acordo, a CNA acredita que haverá harmonia nos procedimentos do governo para registro dos defensivos, o que deve ajudar a desburocratizar o trabalho dos três órgãos responsáveis pela análise das demandas por pedidos de liberação dos produtos em análise e de novos defensivos e princípios ativos.

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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O governo brasileiro baixou o imposto para a importação de dois insumos utilizados na indústria de defensivos agrícolas. A decisão entrou em vigor no final de janeiro com a publicação da Resolução Camex nº4 de 2016, e trata-se de uma redução permanente da tributação desses ingredientes ativos.

Um dos insumos beneficiados com a renúncia fiscal é a Propargite, que é utilizado para formulação de acaricidas para culturas de algodão, citros, café, maçã, morango, rosa e tomate. O item teve redução do Imposto de Importação de 14% para 2%.

Também teve seu imposto de importação reduzido o 4-Cloro-alfa,alfa, alfa-trifluor-3,5-dinitrotolueno. O item, que serve para fabricação de herbicidas, teve redução da alíquota para compra externa de 14% para 2%.

 

Fonte: Agrolink

 

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